terça-feira, 31 de agosto de 2010
VI Triatlo de Raiva
Natação (650m)
Houve uma pequena alteração de modo a reduzir a distância. Pelos vistos eram 650m mas pouco ou nenhuma diferença notei. Voltei a sentir-me bastante à vontade, boa orientação e pouca porrada. Tive um pequeno engano na forma como abordei a aproximação à penúltima bóia (pensava ser a última) mas não tive grande perda de tempo por causa disso. Ainda forcei no final mas não consegui ganhar lugares. O tempo final foi 15:39, o que me deixou satisfeito, tendo em conta que não tinha fato.
Ciclismo (16km)
Já conhecia grande parte do percurso, que fiz o ano passado. Por isso, decidi ir forte logo no início e nas primeiras rampas (primeiro em paralelo e depois em asfalto até à primeira rotunda) passei vários ciclistas que eram mais fortes do que eu na natação. No entanto, a subida nunca mais acabava e comecei a perder fôlego. Comecei a ser ultrapassado e não os acompanhava. O último quilómetro da subida foi bastante sofrido, até por estar a desmoralizar um pouco.
A descida que se seguiu soube bem para recuperar fôlegos mas acabei por perder mais alguns lugares. Na subida seguinte voltei a alcançar quem me passou na descida. E o resto da prova de ciclismo foi assim. Passava os meus colegas de grupo nas subidas e era ultrapassado nas descidas. Como o percurso acabava a descer, chegaram à minha frente. O tempo final não foi bom: 40:51 incluindo as transições, o que é claramente abaixo dos habituais 30 km/h. Uma má prestação mesmo tendo em conta o terreno irregular.
Corrida (4,2 km)
Fiz a corrida de trás para a frente, ganhando lugares atrás de lugares, poucos me ultrapassavam e consegui imprimir um bom ritmo apesar das subidas algo duras. Fiz 18:39, ou seja, uma média de 4:15 minutos por quilómetro num percurso difícil.
Resultado Final
O tempo final oficial foi 1:15:10 tendo ficado em 66º em 101 participantes, ou seja, a 2/3 da tabela. Não foi um grande resultou, mas senti-me melhor que em Aveiro. A bicicleta foi claramente o sector que mais me penalizou, uma vez mais. A minha modalidade favorita é a que me está a correr pior. É a piada de treinar triatlo. Umas modalidades melhoram e outras pioram e temos que ir trabalhando todas para termos melhores resultados. Se só nadasse, só andasse de bicicleta ou só corresse a minha vida seria muito mais monótona.
Por fim, uma referência à organização que foi espectacular, muito graças ao empenho dos agentes locais, sobretudo o Movimento Raiva com Identidade. Durante o ciclismo sempre tive a companhia de batedores da GNR ou de um grupo de motards locais, tudo bem sinalizado, e no final quando levantei os pertences no segundo parque de transição estava tudo direitinho distribuído por clubes, algo que nem na Taça de Portugal acontece. Uma vez mais as pessoas do norte mostraram de que material são feitas. Parabéns a todos.
Por fim, o título colectivo. Sagrámo-nos campeões regionais por equipas e o Gil e o Tiago foram 1º e 2º no campeonato regional. Na altura pensei ter fechado a equipa em 3º lugar... mas fui o 4º. Paciência! Até à Póvoa!
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
IV Triatlo de Aveiro
O Triatlo de Aveiro marcou a minha estreia na distância olímpica. No entanto, a preparação deste triatlo ficou marcada, por um lado, pela morte do meu avô, pouco mais de uma semana antes (curiosamente ele natural de Cacia, Aveiro) e também pelos ensaios de Feupville. Se a segunda questão não fez com que perdesse treinos, no primeiro caso isso aconteceu, por razões óbvias, e logo na semana que marcava o topo da preparação. De qualquer forma nem um nem outro caso seriam desculpas para uma má prestação.
Pelo meio encontro o Rui Pena e o Mark Velhote, que se encontra prestes a iniciar-se nestas lides. Aliás, todas as fotos aqui presentes são do Mark, que quis perceber como funcionam estas coisas vendo do lado de fora. Ah, e gostei do pormenor de termos o nosso nome no Parque de Transição, até parece que somos gente importante.
Natação (1500m)
A água parecia estar limpa. Viam-se peixes e nem pareciam ser taínhas. Até que, de repente, entram 200 mamíferos dentro de água revolvendo todo o lodo acumulado no fundo da Ria de Aveiro. E por baixo do lodo deviam estar acumuladas milhões e estreptococos, enterococos, coliformes fecais, E. coli, para além de tudo o que é Nitratos, Mercúrio, Sulfatos e mais o que quer que seja. De repente a água limpa ficou castanha e o cheiro ficou semelhante ao de uma suinicultura junto ao Rio Lis.
Depois, já não bastava estarmos a nadar pelo meio de todos os tipos de poluição que ainda nos mandaram sair da água e voltar a entrar. Ainda tive a esperança que fossem analisar a água e com o resultado mandar-nos para as piscinas municipais, mas não era mesmo porque havia gente agarrada as boias e à linha da partida.
De qualquer forma isto é um caso de saúde pública, acredito que a água não esteja muito poluída quando fazem as análises,mas com esta gente toda a levantar o lodo, não acredito que a Ria esteja em condições para receber uma prova.
Esquecendo tudo isso, e assegurando que sobrevivi e que não tenho (para já) qualquer sequela de tamanha aventura, passemos então à prova.
Curiosamente, apesar de ser um canal estreito, só sofri um pouco a porrada nos momentos iniciais antes do estreitamento. Descobri que a porrada inicial está muito ligada a dificuldades de orientação e como ali não há problemas os ânimos estavam bem mais calmos. Gostei também da força do público, que estava a poucos metros de distância, algo nada habitual nos segmentos de natação.
Correu-me particularmente bem este percurso. Eram 1.500 metros, algo que nunca tinha feito em competição e por isso não forcei muito. Além disso, ia sem fato o que tornava a coisa teoricamente mais difícil. Mas afinal não. Fiz logo de início respiração a cada três braçadas, atingi um bom ritmo sem querer forçar muito e nos momentos finais do percurso sentia-me tão fresco como numa prova de 750 metros. O tempo final espelha isso: 32:46, o que, tendo em conta que em Peniche e com fato tinha feito 16:02, revela que subi bastante na natação e que me dei muito bem com a nova distância.
Ciclismo (40,8km)
A transição foi feita com mais calma que o costume (talvez demasiada, até) com um tempo de 1:25, ou seja, quase tanto como o que demoro com fato. As coisas devem começar a correr melhor quando chegarem as sapatilhas de triatlo que encomendei, mas pelo que parece na loja estão com problemas a processar o pedido e ao fim de 2 meses nada.
A prova, foi do pior. A fazer lembrar Matosinhos, sem quedas mas com poucas pernas. Não consegui integrar nenhum grupo e passei poucos ciclistas. Era muitas vezes ultrapassado e faltavam-me sempre as pernas. Fiz, por isso, grande parte do percurso sozinho ou com mais um ou outro colega.
Penso que, para além da minha falta de pernas, este percurso correu mal por duas outras razões.
Em primeiro lugar, não olhei para a altimetria, pensando que Aveiro era uma cidade completamente plano. Isso não é bem assim, o percurso era feito de altos e baixos curtos mas muito inclinados, incluindo um viaduto por cima do caminho-de-ferro (que são sempre mais inclinados porque têm que vencer as catenárias).
Em segundo lugar, existiam quatro curvas de 180º, sendo que três delas era chegar a meio de uma rua e voltar para trás e noutra era uma rotunda larga. Ou seja o percurso tinha ao todo 24 curvas de 180º, o que me deixou maluco.
Depois da queda de Matosinhos perdi muita confiança nestas curvas e travava demasiado, nessa altura os ciclistas que me acompanhavam ganhavam vantagem e depois tinha que sprintar para os voltar a apanhar, o que raramente acontecia já que poucos metros mais tarde surgia uma nova curva deste tipo.
Depois, com o calor, o bidão que levava comigo não foi suficiente, e nas duas últimas voltas senti muita sede. Devia ter levado dois, por isso, na próxima já sei.
Foi um percurso feito em grande sofrimento e sem qualquer prazer, aquelas curvas e os piques que tinha que fazer desgastavam-me fisica e psicologicamente. Não fiquei nada cliente do percurso, que foi, sem dúvida, o pior que apanhei. Não sei se fará sentido por 24 curvas de 180º num percurso só, talvez haja quem goste, mas eu não, odeio.
Fiz 1:26:27, o que equivale a uma média de 28,3 km/h, uma média fraca, mesmo tendo em conta o tipo de percurso que obrigava 24 vezes a reduzir a velocidade quase aos 0 km/h
Corrida (10 km)
Aproveitei a transição para repor líquidos bebendo meio litro de bebida energética. Demorei 1:35, mas estava mesmo a precisar de algum tempo de recuperação. Contudo, aqui voltei a errar. 10 km sem meias é demasiado, sobretudo com as minhas sapatilhas, que têm tendência a criar bolhas nos pés.
Ao fim de uma volta já estava a ter bastantes dores, e a última volta foi mesmo muito penosa. Basicamente estive a arrastar-me pela corrida tentando acabar o mais depressa possível e com o mínimo de dores.
Quanto ao percurso, era muito mais interessante, também com algumas subidas e passando por zonas com muitas pessoas. Pena que elas pouco ligassem à prova e muitas vezes circulassem a pé pelo meio dos atletas, cheguei mesmo a gritar para algumas pessoas saírem da frente. Mas pronto, o primeiro (o meu colega Pedro Palma) já tinha passado há muito e percebe-se em parte o comportamento.
O tempo final foi fraquinho 52:54, ou seja, acima dos 5 min/km. Malditas bolhas nos pés!!
Resultado Final
Tudo somado: 2:55:09, o que ficou aquém das expectativas. Apontava para fazer no mínimo menos 10 minutos do que fiz. Eu sei que foi uma estreia e cometi vários erros de principiante, mas queria chegar a um resultado melhor. Vamos lá ver se em Setúbal com mais experiência consigo melhorar. São essas as minhas expectativas.
Confesso também que as provas sprint me dão mais prazer. Ou então, Matosinhos e esta prova foram apenas excepções. Vamos ver as cenas dos próximos capítulos.
Quanto à prova, como já devem ter percebido foi talvez o triatlo que menos gostei. Em primeiro lugar a poluição (compensada por um percurso realmente interessante). Seguiu-se um percurso de ciclismo muito pouco agradável e com demasiadas curvas apertadas e tudo acabou num percurso de atletismo interessante mas com um público pouco cooperante. Vamos ver se para o ano melhoram (pelo menos em relação à poluição isto tem que melhorar, sob pena de receberem apenas meia dúzia de triatletas.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Triatlo e teatro
Antes de relatar a minha experiência em Aveiro deixo aqui esta sugestão. Uma peça de teatro na qual participo como actor e em que participei na escrita. Está hoje e amanhã em cena do Auditório da FEUP. Apareçam!
Sinopse:
Uma seita ultra-secreta reúne-se no interior de uma cúpula no subsolo da FEUP. Os seus objectivos são claros: dominar a faculdade, criar uma freguesia e mais tarde dominar o universo implementando a sua própria ideologia: ”O ENGENHEIRISMO”.
A arma? FEUPVILLE, um jogo criado para controlar todas as pessoas a partir do vício. Passados poucos dias já ninguém sabe onde acaba o jogo e onde começa a realidade. Como reagir? Quem sobreviverá? Será que a seita vai atingir os seus objectivos?
Uma comédia sobre engenheiros para todos os públicos, encenada por José Carretas em cena nos dias 19 e 20 de Julho no Auditório da FEUP.
Mais informações em www.facebook.com/feupville.
A entrada é gratuita mas é necessário levantar bilhete. No infodesk da FEUP durante o dia ou a partir de 1 hora antes do espectáculo. Se quiserem eu posso reservá-lo desde que o levantem até às 21h10 na bilheteira.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Sra. da Assunção
quinta-feira, 10 de junho de 2010
XXVII Triatlo de Peniche
No último sábado fui à mais antiga prova de Triatlo do país, mas ainda com uma frescura assinalável.
Peniche é uma cidade muito interessante e única no nosso país. Em termos geográficos parece que quando os continentes se separaram a península de Peniche hesitou entre ficar em Portugal ou nos EUA. Optou pelos primeiros e deve-se ter arrependido. Quando era pequeno pensava que os penichenses eram inclusivamente pessoas frustradas, já que por pouco que não eram americanos.
Cheguei a Peniche ainda de manhã e pude comer um peixinho com a Leonor e começar a sentir o cheirinho a triatlo a circular nas ruas (bem melhor do que o cheiro a peixe, diga-se). Por volta das 14h estacionei tudo no parque de transição com muita calma e ainda tive tempo para ver as provas de aquatlo e de lazer.
Pelo meio ainda fui saudado por um triatleta de Almada que também costuma visitar o blogue (uma sensação estranha de fama) e passei algum tempo com os meus colegas do CFV (o Tiago Rola continua com azar nos problemas mecânicos, desta vez foi o desviador da frente que partiu) e com o Rui Pena e o Eurico Coelho da AASM.
Natação (750m)
Esta era a minha estreia em triatlos no mar mas quando olhei para o sítio onde íamos fazer a prova, percebi que de mar era só a água salgada, já que as ondas estavam todas em Supertubos. No entanto, a primeira boia parecia bastante longe e do pontão onde estava o público não se conseguia ver a totalidade do percurso o que dificultou a orientação.
Dentro de água percebi que existia uma certa corrente perpendicular ao troço até à primeira boia mas que estaria de frente no troço final, podendo complicar as coisas.
Soou a buzina de partida e a confusão habitual. Engulo mais uma vez pirolitos e desta vez de água salgada, o que me deixou com impressão na garganta até ao final do ciclismo. Pelo meio muita porrada mas consigo manter uma boa orientação até à primeira bóia. Muitos socos, patadas e cotoveladas pelo meio, mas nada fora do comum, todos eles resultavam do movimento de natação e não por capricho dos participantes.
O pior foi quando dobro a primeira boia. Primeiro, uma série de triatletas atiram-se por cima de mim para a agarrar enquanto eu vou a contorná-la a nado. Por fim, o meu colega de trás agarra-se à minha cintura com as duas mãos empurrando-me para o fundo. Estive quase a responder ao soco e ao pontapé, mas disse-lhe aquilo que uma pessoa geralmente diz a quem o tenta afogar, apesar de nem sequer o ver no meio da confusão. Um abraço (igual ao que me deu) para ele, desde já.
Da primeira para a segunda foi o meu melhor troço, um bocadinho menos confusão e corrente a favor. O pior foi o troço seguinte, que era contra a corrente e em que a confusão não desvanecia. Comecei aí a sentir que o tempo não seria grande coisa. Para finalizar a saída da água era por uma escada de pedra, mas desta vez nada de tonturas. Acabei por fazer 16:02, ou seja, mais 26 segundos que em Coimbra.
A corrente explica alguma coisa, mesmo os melhores demoraram mais cerca de 30 segundos que em coimbra, mas quando vi que o mar não era bravo pensei fazer bem melhor (nas séries na piscina fiz sempre 100m entre os 1:25 e os 1:30). Apesar disso, saí à frente de atletas que costumavam ganhar-me, o que não era mau de todo.
Ciclismo (21,7 km)
Ainda antes do ciclismo tenho que falar na transição. Desta vez estava cronometrada e eu fiz 1:36, o que será demasiado. Na próxima prova já terei sapatilhas de ciclismo com velcro a apertar e espero tirar pelo menos 30 segundos a este tempo. Não posso demorar tanto.
Quanto à prova de ciclismo, penso que foi a melhor de sempre. Pelo menos aquela em que eu me senti melhor e onde me diverti mais. Este ano senti que o meu ciclismo não estava grande coisa, até porque este muito mau tempo no Inverno, e que os progressos nas outras modalidades eram bem speriores aos registados em cima da bicicleta.
Talvez por não ter forçado na natação, estava com bastante energia e vendo um grupo formar-se mais à frente, puxei logo bastante à saída para colar no grupo onde estava, entre outros o Rui Pena, e duas triatletas femininas que pareciam estar em competição entre si. Encostei no grupo e a minha primeira reacção foi descansar, mas estava bastante atento ao que se passava.
Pouco depois, quando chegámos ao entroncamento junto ao mar senti a velocidade a reduzir e menos oportunidades para chegar ao grupo da frente. Fui para a frente do grupo e só parei de puxar quando encostei aos da frente, contando em momentos com ajuda de alguns colegas. Quando olhei para trás vi que o grupo tinha sido desmembrado, o que me deu ainda uma maior sensação de força.
Nas voltas seguintes a história foi mais ou menos parecida. Andei a saltar de grupo em grupo, encostando sempre aos da frente e deixando muitos para trás. No final acabamos por ser apenas 2, até que voltamos ao paralelo e levantei o pé para não me arriscar a uma queda (o percurso era algo sinuoso no regresso ao parque de transição). No final 41:15 (31,56 km/h de média) o que não é mau, tendo em conta que fui grande parte do tempo a puxar, estava algum vento e o percurso tinha muitos altos e baixos.
Para terminar, o melhor do o fim-de-semana: visitei as Berlengas pela primeira vez e fiquei estarrecido com a beleza do local. Vale mesmo a pena visitar e aproveitar para nadar um pouco por entre os peixes.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Triatlo de Peniche
O principal objectivo será sobreviver à natação e depois fazer bons percursos de bicicleta e a correr. Não vou apenas para treinar, vou para competir (os meus tempos em treinos de séries andam a descer bastante, o que me deixa bastante contente), mas não tenho uma meta específica, apenas chegar ao fim.
terça-feira, 11 de maio de 2010
II Triatlo de Coimbra
No último domingo fui ao Triatlo de Coimbra. Este triatlo tem uma atmosfera fantástica, permitindo fotos como a que vemos em cima, tirada pela minha namorada, a Leonor, que fez uma excelente exibição neste desporto que é a fotografia [Já agora, ofereço um prémio ao primeiro que descobrir o Wally (Eu) na foto]. Para além disso ocorre num local que nos diz muito, o que me deu ainda maior prazer em fazer a prova. Com a meteorologia a ajudar, tudo estava perfeito, para uma prova que é cada vez mais a minha favorita.
Foi nesta prova que me estreei oficialmente pelo CFV, já que em Abrantes a inscrição ainda não estava finalizada. Participei também no Torneio Nacional Universitário pela Universidade do Porto, sendo que a nossa equipa era constituída por atletas do Fluvial Vilacondense e da Académica de São Mamede. Pelo meio pude também encontrar o Rui Pena, que se encontra a preparar mais um triatlo longo e o meu amigo Jorge Carneiro, que fazia os seu segundo triatlo... sem fato isotérmico.
Natação (750m)
Desta vez cheguei com tempo e pude fazer tudo nas calmas, controlar esquecimentos e aquecer convenientemente. No entanto, quando entro na água para aquecer, vejo logo que isso vai ser impossível, o mais provável era arrefecer e muito. A água estava gelada, a organização falava em 16ºC mas o mais provável era terem-se esquecido do sinal (-) antes do número. - 16ºC, devia ser essa a temperatura. Fiquei logo com dores de cabeça e a deixar de sentir mãos e os pés devido ao frio. Mas eu tinha fato isotérmico... e o Jorge? Demorou bastante mais a entrar na água, mas na partida lá estava ele e, imagine-se, nadou os 750m em 20 minutos sem fato isotérmico, o que atendendo à temperatura de -16ºC é um facto heróico. Eu acho que nem à primeira bóia chegava.
Quanto à minha prova, desta vez não tive tanta sorte como em Abrantes na parte inicial. Não levei porrada mas apareciam muitos nadadores à minha frente, muito desorientados e, no início, tive que contornar muito boa gente que teimava em nadar na perpendicular ao sentido do rio. Até à primeira bóia foi assim. Reparei também que os meus treinos de técnica de triatlo (com a cabeça bem levantada enquanto nado crol) resultaram . De vez em quando lá levantava a cabeça e continuava a nadar em direcção à bóia. Aconselho desde já todos os triatletas a fazerem isso, para que não haja tanta gente desorientada no início das provas.
Após a primeira bóia, dada a confusão, optei por deslocar-me mais para o exterior para evitar cotoveladas, mas acabei por contornar a segunda bóia muito por fora. A partir daí, o pelotão já estava muito mais esticado e pude concentrar-me muito mais na técnica e nadar com muito mais eficiência. Não fui mais rápido porque agora íamos contra a corrente, mas estava muito mais à vontade.
Na saída da água esperava-nos uma prancha, já que não tínhamos pé, o que originou uma quarta modalidade do triatlo: a Escalada. Mas mesmo com essa dificuldade adicional consegui chegar ao parque de transição 15:36 minutos após a partida, quase um minuto menos que no Ribatejo e um minuto a mais que em Abrantes, mas em Abrantes havia corrente sempre favorável e aqui não. Foi o 190º tempo em 259 participantes, o que significa que já há 69 piores que eu neste segmento.
Continuo a melhorar imenso na natação, e os 4 dias por semana a dar-lhe duro das 18h45 quase até às 21h estão a dar resultados. Entre Julho e Maio baixei dos 22 minutos (sem fato) para os 14/15 (com fato), mas sinto que ainda posso melhorar até ao final da época, sem conseguir definir quanto.
Melhorei também a transição, que terá sido feita em menos de dois minutos, depois do desastre em Abrantes. Tive novamente algumas tonturas na saída da água, mas tirei o fato com tempo e na bicicleta fui rápido a colocar o capacete e as botas. Também ainda poderá ser melhor mas para já estou satisfeito.
Ciclismo (23km +1)
Como tinha referido antes, o ciclismo deste ano era bastante mais complicado. O troço mais fácil pela Ponte Santa Clara tinha sido suprimido e o número de voltas tinha aumentado, bem como a própria distância. Pelo que medi eram 24km e não os 23km que a organização referia.
Comecei, como habitualmente, a ganhar lugares, saltando de corredor em corredor. Algum tempo depois fui apanhado por um grupo e segui na sua roda. E a um ritmo muito bom e ultrapassava muitos ciclistas rapidamente. Não conseguia puxar, tal a força de quem ia na frente, e acabei por me manter na cauda do grupo. Na subida mais puxada o elástico esticou... e partiu. Não estava bem colocado, perdi a roda e depois na descida já não havia hipótese de os apanhar.
No final da primeira volta estava como comecei, um pouco sozinho, ultrapassando alguns atletas fortes na natação mas mais fracos no ciclismo. Outra vez no mesmo sítio, surge um novo grupo e o filme repetiu-se. Exactamente igual. O mesmo erro de ficar na cauda, a subida, e lá iam eles na descida. Se em Abrantes usei a subida (mais dura, diga-se) para fazer a diferença, aqui a subida empurrou-me para baixo. Uma questão a rever.
Por fim, na terceira volta, outra vez um grupo vindo de trás. Mas desta vez já tinha aprendido (e os ciclistas não eram tão fortes). Coloquei-me bem, fui para a frente algumas vezes, e na subida fui eu a partir o grupo e a juntar-me a ciclistas que estavam mais à frente. Depois vinham a descida e o final do ciclismo.
O tempo nem foi mau de todo 45:33 incluindo pelo menos a primeira transição, o que significa uma média acima dos 30 km/h num percurso que não é propriamente plano. Não estou é habituado a ser passado no ciclismo, que também costuma a ser o melhor segmento. Fiz o 174º tempo em 263 participantes e isso não é propriamente brilhante para o habitual.
A transição correu muito bem, tive tempo para me descalçar ainda em cima da bicicleta e a passagem para o atletismo foi extremamente rápida.
Atletismo (5km - 0,66)
Quando saí do parque de transição olhei para o relógio ele marcava uma hora exacta, exactamente o mesmo tempo que marcava em Abrantes na mesma altura da prova. Desanimei um pouco, já que precisava de fazer os 5 km que faltavam em 21 minutos, o que não seria fácil. No entanto, estava reservada uma surpresa, o sector não tinha os 5km previstos mas algo como 4,36 km segundo as minhas medições.
Sem saber disso, comecei a acelerar, sentia-me bem e coloquei um ritmo que sabia estar próximo dos 4min/km. Aqui residiu uma grande diferença relativamente à prova anterior. Em lugar das dores musculares estava fresco e com muita força. Na última volta percebi que o record estava facilmente ao alcance. Mantive o ritmo até ao final e acabei este segmento em 18:00. Mesmo não tendo percorrido 5 km, acaba por ser uma média abaixo dos 4:10 min/km, o que é um excelente tempo para mim.
Foi claramente o meu melhor segmento, tendo feito o 149º tempo.
Resultado final
Acabei por fazer 1:19:10, bem abaixo do tempo do ano anterior (que também era o record anterior) 1:21:33. Foi claramente uma prestação superior, até porque a grande maioria das pessoas aumentou os seus tempos em 2 ou 3 minutos, devido à maior dificuldade e distância no troço de bicicleta.
Fiquei em 174º entre 278 atletas à partida (259 que terminaram) o que é um resultado muito próximo do de Abrantes (um pouco acima dos 2/3 da classificação).
Também foi o primeiro objectivo atingido da época: Bater o meu record de Triatlo Sprint.
A cereja no topo do bolo foi a subida ao pódio com a vitória da U. Porto no Torneio Nacional Universitário.
Cada vez gosto mais de triatlo. Acho que alguém que gosta de praticar desporto e que consiga nadar 750 metros só pode ficar viciado nisto. Só tenho pena de ter descoberto o triatlo aos 27 anos, andei a perder tempo escusadamente. Desafio todos os meus leitores a experimentarem uma vez, que decerto não será a única.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
II Triatlo de Coimbra
No entanto, a possibilidade de um novo record não é uma certeza, e por duas razões.
Em primeiro lugar o percurso é ligeiramente diferente: a parte mais plana da bicicleta foi suprimida e faz-se mais uma volta, ou seja, as partes mais complicadas repetem-se mais uma vez.
Em segundo lugar, as previsões meteorológicas não são grande coisa e o vento e a chuva podem voltar, condicionando velocidades de circulação em bicicleta.
Duvido que volte a fazer 14 minutos na natação, já que não vamos ser tão protegidos pela corrente como em Abrantes, mas devo fazer melhor nos outros sectores. Espero também ir subindo na classificação (melhor que os 2/3). Vamos lá ver como corre.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
III Triatlo de Abrantes
Antes de mais importa dizer que este Triatlo não era uma prioridade. O meu treino durante a semana foi durinho (incluindo séries na sexta-feira) e no próprio dia sentia um pouco o cansaço.
Após uma viagem um pouco atribulada (mais uma), com mais dois colegas do CFV, lá estávamos nós dentro da água (gelada) prontos para mais um triatlo.
Natação (750 metros)
Foto Gonçalo Pitarma Blog
O tiro, perdão, a corneta da partida soou e eu, que uma vez mais me resguardei, parto de trás para a frente.
Comecei no meio da confusão, e embora não fazendo a respiração a 3 braçadas, o medo de me afogar não existia e, inclusivamente ia passando alguns nadadores. Estava, de facto, no meio do pelotão, não levei nem dei porrada (tirando na passagem pelas boias, onde muita gente se acumulava num curto espaço).
O percurso favorecia tempos record. Quase metade era a favor da corrente, e o restante era na perpendicular. Quando saio da água, olho para o relógio e ainda está nos 14 minutos. Fantástico!
Acabei por fazer 0:14:38, para ser exacto e tinha deixado mais de 60 nadadores para trás, algo impensável há meia dúzia de meses.
Ciclismo (20 km)
A transição para o ciclismo é que não correu tão bem. Demorei demasiado no parque e saí quando o meu relógio marcava 17 minutos. É uma situação que tenho que rever rapidamente.
Em cima da bicicleta senti-me muito à vontade. É certo que agora já existem atletas que me passam, mas continuei a fazer uma corrida de trás para a frente. Ia saltando de grupo em grupo, gerindo o esforço entre uns e outros e, volta e meia, encontrava bons parceiros para dividir o esforço.
Só que não se tratava de um percurso plano, tinha uma subida (não muito longa, diga-se) que deveria andar acima dos 6% e que partia os grupos volta após volta. Tendo em conta que eram três voltas, pode-se dizer que neste triatlo o ciclismo era durinho, mas não exagerado.
Acabei, no entanto, para fazer um tempo demasiado alto e para bater o record de Coimbra teria que fazer a corrida em 20 minutos. Os 46:06 que fiz deveram-se sobretudo à subida, que me impediu de fazer uma média acima de 30 km/h. De qualquer forma era o 149º tempo e permitiu que eu subisse bastantes lugares.
Corrida (5 km)
O último segmento era praticamente plano. Tentei dar o máximo mas já sentia algum cansaço, talvez devido à intensidade de treino durante a semana. Ganhei alguns lugares mas também fui ultrapassado por atletas que estavam bem rápidos. Percebi rapidamente que não ia bater o record, mas fui dando o máximo para fazer um bom tempo. Foram 22:13, nada de extraordinário mas aceitável, acabando por ser o melhor segmento em termos de classificação geral (147º).
Resultado Final
Acabei por não bater o record. O ciclismo neste triatlo era bem mais difícil que em Coimbra, e isto serve de explicação. Comparei o meu tempo com alguns atletas que fizeram um tempo semelhante em Coimbra e dei-lhes cerca de 4 minutos.
Desta vez não senti cãibras mas tinha dores musculares devido ao treino intenso. Ficam, no entanto, boas sensações para o próximo Triatlo em Coimbra. Fiquei em 160º com 1:22:54 entre 243 que acabaram (a 2/3 do topo da tabela). A natação ainda é o pior segmento, mas vem melhorando. Apesar disso subi 24 lugares no ciclismo e no atletismo.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Assinatura de Contrato
Os rumores já existiam há alguns meses mas finalmente é oficial. Miguel Torres assina pelo Clube Fluvial Vilacondense. Em declarações exclusivas a este blogue, Miguel Torres referiu que "O contrato já estava para ser assinado há algum tempo, até porque já treino com atletas do clube desde o início da época", que "É um orgulho representar o CFV, ainda para mais residindo no concelho de Vila do Conde." e, finalmente, "Vou defender a camisola do CFV contra tudo e contra todos", algo passível de ser rela já que o FCP não tem secção de triatlo.