quarta-feira, 25 de abril de 2012

Semana de 16 a 22 de Abril

Esta foi a última com algum volume e intensidade antes da grande prova. Foram 10:37:22 de treino em 8 sessões (3 Natação, 3 de corrida, 1 de ciclismo e um joguinho de futsal). A partir de agora vou começar a baixar volume e intensidade até ao dia 5 de Maio.

Segunda-Feira: Natação (400 aquecimento + 8x100 (Pernas, técnica, braços, técnica) + 8x50 (rápido + lento) + Parte Principal (8x100)) e Futsal (50')
Terça-Feira: Corrida 21,1 km em 1:55:22 a 5:28/km
Quarta-Feira: Natação (200 + 6x100 (Pr + TT) + 6x50 (Rápido + Lento) + PP (6x200) + 4x50 (Rápido + Lento) + 100 Calmo)).
Quinta-Feira: Corrida (Séries 7x1000 na Pista)
Sexta-Feira: Dia de descanso
Sábado: Natação Piscina de 20m (600 Aquecimento + 6x100 Aumentar respiração + Parte Principal (1200m) + 200 Calmo)
Domingo: Ciclismo (65 km a 23,7km/h) e transição para corrida (6km a 5:24/km)

Treino em destaque:
Meia maratona junto ao mar, com muito vento de frente e, devido às obras, alguns troços de trail para animar. Fiz a um ritmo confortável mas mesmo assim melhor que as minhas duas primeiras Meias oficiais. Posso ir claramente mais rápido mas também não era a altura. Mas se em Lisboa andar assim, já será um bom tempo.



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Semana de 9 a 15 de Abril

Esta semana comecei a baixar o volume (era suposto manter mas não consegui por fortes dores de cabeça na quarta-feira) e a subir um pouco a intensidade, já só faltam três semanas para o Longo de Lisboa.

2ª Feira: Descanso
3ª Feira: Natação na Granja, Água Salgada 1,5km  (600 Aquecimento + 400 técnica + 100 Pernas + 2x200m + 100m Interrompido por dores de cabeça) + Corrida 17 km a 5:27/km
4ª Feira: As dores de cabeça ficaram mais fortes de manhã e decidir parar por poderem estar relacionadas com o treino. Passaram ao longo do dia e fiquei sem saber a sua origem.
5ª Feira: Ciclismo lento com uma subida 3ª Categoria a puxar pela intensidade 17km em 51:57 e
Natação em Vila do Conde 1925m (400m (50 Forte + 150 Normal) + 4x100 (pernas+braços) + 50 rápido + 50 lento + 5x200 + 25 arrefecimento)
6ª Feira Natação na Granja (300 Aquecimento 9+ 800+ 600 + 100 Recuperação
Sábado: Séries 5x1000 em percurso urbano
Domingo: Ciclismo em percurso sobe e desce 59km em 2:23:02 e muiiiiito vento + Transição + Corrida 1:15 (13km)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Treinos

Tenho só escrito posts sobre provas, mas acho que está na altura de falar no que tenho treinado. O objectivo desta primeir ametade da época será o longo de Lisboa, procurande estender a forma até ao longo de Aveiro. Mais tarde dedicarme-ei aos olímpicos de Aveiro e Lisboa acabando a época com a Maratona do Porto.
 Geralmente faço 3 treinos de natação por semana e 2/3 de corrida e 1/2 de ciclismo. Em Março estes foram os resultados (incluindo triatlos):

33:14:22 de Treino
302,19 km percorridos.

Natação:
14 Treinos
13:00:47
27,91 km

Ciclismo:
5 Treinos
6:47:08
156,48 km

Corrida:

14 Treinos
11:33:30
117,46 km

Outros:

2 jogos de futsal à 2ª
1:50:00


 Semana de 2 a 8 de Abril:
 

2ª Feira: Descanso após prova de Quarteira
3ª Feira: Natação na Granja de Água Salgada 3.100m (600 Aquecimento + 200 Técnica + 800m + 100 Pernas + 600m + 100 Técnica + 400m + 50 Braços + 200m + 50m Arrefecimento) e Corrida a 5:25/Km no Parque da Cidade
4ª Feira: Natação em Mindelo 25m 3.450m (Aquecimento: 6x150 Progressiva + 200 pernas + 100 braços + 25m; Parte Principal: 2x1000; Arrefecimento: 225m)
5ª Feira: Descanso por ter arrancado siso.
6ª Feira: Idem aspas
Sábado: Natação em Vila do Conde 3.550m: (Aquecimento: 600m + 2x250 (técnica + normal + pernas + normal + braços) + 5x100 aumentando respiração + 8x50 progressivo; Parte Principal: 3x500; Arrefecimento:  100 Calmo).
Domingo: Ciclismo (Ida e volta a Viana 106km 3:53:36 a média de 27,3km/h), Ciclismo de ligação em BTT (6,16km) e transição para corrida (7,03km a 5:18/km)

Uma semana com muito volume apesar dos invulgares 3 dias de pausa. Aumentei um pouco a velocidade à corrida também, tendo em conta que não fiz séries. Destaco a viagem a Viana, já não fazia um treino tão longo de bicicleta há uns meses. A média é mais baixa devido a paragens na Póvoa e Vila do Conde e aos kms finais a subir em direcção a Vairão e com um pavé digno de Roubaix. Não consegui treinar a transição logo a seguir mas à tarde corri 7km a um bom ritmo tentando perceber se conseguiria fazer o triplo disso. As sensações foram boas.


Viagem a Viana:



quinta-feira, 5 de abril de 2012

Triatlo de Quarteira - Prof. Carlos Gravata



Antes de começar este post, uma referência ao grande treinador Miguel Jourdan que morreu na madrugada de sábado para domingo ali a poucos metros do parque de transição e da meta. O mundo do triatlo não ficou pobre porque enriqueceu muito à sua custa. Quanto à minha prova, depois de uma agradável viagem até ao Algarve, com os meus colegas do CFV João Lima e Emanuel Matos e, sempre com o apoio moral e fotográfico da Leonor, começava uma prova que servia de preparação para o Longo de Lisboa mas também como desafio. O objetivo era mesmo bater o meu melhor tempo de triatlo sprint de Oeiras, no ano passado. No início encontrei o Luís, que se iniciava num triatlo deste tipo e a quem pude partilhar um pouco da minha reduzida experiência. Aliás, não foi o único, também lá estava o Joaquim Monteiro dos Galitos. A família continua a crescer.  

Natação



Mar calmo, um espelho de água. Partida da areia e mergulho no mar. Mais uma vez sem medos. Bastante confiante e apesar de alguns encontrões consegui fazer um ritmo confortável e uma respiração a três braçadas quase desde o início. O relógio vibrava-me a cada 4 minutos, e o facto de já estar quase na primeira boia quando vibrou pela primeira vez o que era sinal de bom tempo. Consegui dobrar essa boia surpreendentemente bem, mesmo feita totalmente por dentro e sem a habitual confusão. Deve ter sido um mero segundo Depois fui até à segunda boia mais acompanhado e contra a corrente. Tudo ok, e depois um novo regresso, desta vez com alguma ajuda das vagas. A poucos metros da praia a última vibração e a sensação de um tempo excelente. 13:33 no meu Garmin quando começo a caminhar na areia.

Ciclismo



Não vou fazer uma grande descrição da minha transição porque esqueci-me de carregar no botão lap quando saí do parque de transição, daí que o relógio tenha contado o segmento de ciclismo como a primeira transição (não é lá muito inteligente o rapaz), daí que não saiba bem quanto perdi a tirar o fato e afins e qual foi o meu tempo líquido no ciclismo. De qualquer forma, o resultado foi ótimo. Foi o melhor ciclismo de sempre num triatlo sprint, num percurso fácil mas com uma subida algo condicionante (cerca de 7,5% de média durante uns 500m). Depressa consegui formar um grupo de cerca de 5 ciclistas, alguns deles espanhóis e, embora também tenha passado pela frente várias vezes, pude resguardar-me. Fomos ultrapassando bastantes ciclistas e volta e meia, na subida ou descida perdíamos ou ganhávamos um ou outro elemento. E tudo estava bem, sem ninguém nos passar, até que a meio da segunda volta aparece o Emanuel Matos a levar um comboio atrás dele. Ainda aguentei quase uma volta na roda deles, mas depois acabei por fraquejar num retorno. Nessa altura o meu grupo tinha ficado estatelado pela estrada e acabei por fazer alguns quilómetros sozinho, em modo de recuperação para a corrida. No final 37:07 o que, mesmo contando com as duas transições, corresponde a uma média de 32,3 km/h. Se tiver demorado cerca de 2:30 em ambas as transições dá uma média muito perto dos 35 km/h. Em baixo o resultado do Garmin (que inclui grande parte das duas transições.

Corrida 



Entrei no último sector com confiança. Tinham passado 50 minutos desde o início da prova, os primeiros ainda estavam longe de chegar (algo habitual quando saía da transição) e o recorde estava mais que alcançável. Teria que andar a uma média próxima dos 5:30/km para não bater o meu melhor tempo, o grande objetivo para esta prova. Dei, obviamente o máximo que podia, mas o meu máximo nesta altura aos 5km não anda grande espingarda e circulei quase sempre a 4:30/km, acabando nuns exatos 22:30. Há que melhorar a corrida e reduzir o peso. Este inverno, para além de ter engordado um pouco (o habitual, mas tenho que abater) ganhei massa muscular nos braços com tanto treino da natação (antes a minha massa muscular devia estar próxima de zero). Estou por isso, uns 4 kg acima do desejável e isto tem um impacto maior na corrida. Mas tenho a certeza que mais para o verão estarei mais seco (espero o mesmo no triatlo de Lisboa). Não sei se vou fazer muitos mais sprints esta época mas gostava de ficar próximo dos 20:00. Por causa dos meus esquecimentos, o atletismo ficou dividido em 2 no Garmin:
Parte 1
Parte 2

Conclusão



Uma excelente prova, bom ambiente e muito público. Outra coisa que gostei muito foi de ouvir o meu nome várias vezes durante a prova (no ciclismo só reconheci a voz da Leonor, apesar de ter ouvido diversos gritos por mim), sinal que tenho feito amigos durante estes anos. Foi bom ver o pessoal dos treinos na FADEUP (onde não pude continuar a treinar por razões profissionais) que anda a ter excelentes resultados, e ainda parceiros de conversas e mesmo visitantes desta tasca. Acabou por ser uma ótima jornada com um recorde como corolário. Senti-me bem em toda a prova e tive muito prazer em competir. Nadar no mar é sempre mais agradável (e a água nem era muito fria), a bicicleta foi muito competitiva e em todos os sectores existis imenso público. Fica para a História o tempo de 1:13:18 e o 151º lugar entre 226 participantes à partida. A Leonor anda cada vez mais especialista em grandes reportagens fotográfica,s como se pode ver. O pensamento já está no Half-Ironman de Lisboa. Será que vou terminar?

terça-feira, 20 de março de 2012

Triatlo de Alpiarça


O primeiro triatlo da época é sempre um momento de grandes expectativas. Desde Outubro que não competia nesta modalidade, por isso existiam muitas dúvidas. As expectativas eram altas, já que tenho treinado afincadamente natação com a supervisão de um atleta olímpico, o Adriano Niz. Quanto aos restantes desportos, as coisas não evoluíram assim tanto. O meu novo emprego tem-me impedido de treinar ciclismo como queria (infelizmente ainda não encontrei forma de me deslocar para lá de bicicleta) mas tenho treinado normalmente corrida, muito embora ainda não esteja no pico de forma em termos de velocidade. Por isso, o principal objectivo era melhorar o tempo final do ano passado, mas atribuindo à natação particular importância.  

Natação

Quase 400 pessoas na partida, mas entrei bastante confiante. Não fui a medo, ultrapassei alguns nadadores e consegui imprimir um ritmo rápido e confortável. Não tive sensações de afogamento como noutros anos e no início consegui respirar de 3 em 3 braçadas. No regresso, o fôlego não era o mesmo e optei por respirar duas a duas. O percurso encontra-se aqui:


Como podem ver, acabei por nadar 800 metros (inclui erros de precisão e de navegação, obviamente), com 6:44 na primeira metade e 6:50 na segunda. De qualquer forma, e como o que queria nadar eram 750m, os 14:05 totais (melhor tempo de sempre) correspondem a um ritmo de 1:53, ou seja um grande progresso. Ainda no ano passado tinha feito 16:23, pelo que tirei mais de 2 minutos. Resta continuar a trabalhar para baixar mais. Estou no bom caminho! 203º este ano, quando fui o 310º o ano passado. Mais de cem lugares ganhos.  

1ª Transição

Uma transição aceitável, em 1:44. Tirei o fato, peguei na bicicleta e nenhum percalço. Aqui está ela no Garmin Connect.

Ciclismo

Sabia que tinha feito uma excelente natação e agora tinha uma boa oportunidade de encontrar um grupo forte no ciclismo e de voar neste sector. Mas não foi isso que aconteceu. O percurso não é à minha imagem, com muitas curvas e altos e baixos curtos. Sou mais um ciclista de fundo e estes arranques e percursos técnicos matam-me. Pela primeira vez fui perdendo lugares no ciclismo e neste sector acabei por fazer um lugar bem pior do que na natação 268º. De qualquer forma foi um resultado muito semelhante ao do ano passado.



O tempo nem terá sido tão mau assim (39:15 a uma média de 31 km/h), mas a sensação de ser ultrapassado no ciclismo por muita gente é bem estranha para mim. Terei que melhorar neste segmento para começar a encontrar bons grupos onde possa puxar e descansar. Talvez num percurso mais à minha imagem seja mais fácil.  


2ª Transição

Podia ser um pouco mais rápida, abaixo do minuto, mas foram os 1:13 possíveis. Ainda dá para tirar uns segundinhos.  

Corrida
 

Tentei dar o que podia, mas o percurso tem alguma areia o que faz diminuir a velocidade em algumas zonas. Consegui ganhar alguns lugares e perder outros, mas em média fiquei mais ou menos na mesma posição. Engatei um ritmo próximo dos 4:30 por quilómetro e nem me fui abaixo nem consegui melhorar.

4:32, 4:29, 4:39, 4:34 e, com um pequeno sprint, 4:21. Tirei cerca de 1:20 ao ano passado, mas já fiz melhor noutros percursos. 241º, ou seja melhor que no ciclismo e pior que a natação.  

Conclusão

 

Pela primeira vez fui melhor nadador do que ciclista e atleta. Isto demonstra que melhorei bastante na natação e estou num bom caminho, mas também que preciso de dar mais forte nas restantes para acompanhar esta evolução. A minha posição final 245º em 346 à partida foi um salto qualitativo, já não vi o pessoal que me acompanhava o ano passado, por exemplo. Em termos de tempos, 1:18:55 é um salto importante relativamente aos 1:22:02 do ano passado. É também o segundo melhor tempo de sempre, superado apenas pelo de Oeiras 2011, num percurso infinitamente mais fácil. Desta vez não dei grande luta ao Jorge Carneiro, fui melhor na natação mas não tive pernas para ele no ciclismo. Fica para a próxima. Quarteira é a senhora que se segue. Mais uma vez obrigado à Leonor pelo apoio e as excelentes fotos!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Nova época!

No próximo domingo começa uma nova época com o habitual Triatlo de Alpiarça. As expectativas são grandes, em particular na natação, onde tenho treinado bastante (muitas vezes dividido por três piscinas semanais. O último teste, sexta-feira na Granja teve bons resultados: 15:12 aos 800m.


Outra novidade está no facto de agora ser co-responsável pelo triatlo do CFV. Podem consultar o nosso blogue aqui e a nossa página no Facebook aqui.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Época 2011 - 2ª Parte

Triatlo do Ambiente - Oeiras
Já quase um mês depois da prova anterior. O mês em que treinei com afinco, dirigi-me a Oeiras já com o pensamento em Pontevedra. A equipa do CFV foi bem representada com 8 atletas (aliás, foi a única prova em que levámos carrinha) e o facto de termos dormido a uns 20 ou 30 metros da prova foi uma boa ajuda. Muito embora tive muitas dificuldades para adormecer nesse dia, acabando por dormir 2 horas ou algo do género.
Na natação tive alguns problemas de orientação, e acabei por perder algum tempo, que seria fatal para apanhar um bom grupo de ciclismo. Saí da água com 17:40 e fartei-me de ultrapassar ciclistas no fácil percurso pela Marginal de Oeiras. Nunca apanhei grandes grupos, mas volta e meia encontrava algumas boas parcerias. Fiz os 20km em 38:13, num tempo que inclui as transições, ou seja, a melhor média de sempre. A corrida não foi a melhor, mas também não foi propriamente má (21:59), pelo que terminei a prova com o meu record em triatlos sprint (1:17:53) e a 277ª posição em 406 participantes.

Triatlo de Pontevedra - Campeonato Europeu



A prova que mais prazer me deu e o recorde em triatlos olímpicos até esse dia. Para recordar aqui.

Triatlo de Aveiro





Na semana seguinte, mais uma boa prova. Já descrita.


Triatlo de Abrantes


Quando uma pessoa vai a uma prova, os seus resultados dependem do treino, mas também da atitude. Depois de dois triatlos olímpicos em apenas duas semanas, é normal que exista uma fase de descompressão, e também de menor carga de treino. Fui a Abrantes com pouca atitude, apenas para treinar. O que é que resultou: um resultado miserável, como seria de esperar.
A natação até foi boa (15:05), mas pior que no ano anterior. O ciclismo é que foi uma desgraça (48:45) e a corrida não lhe ficou atrás (24:53). O tempo de 1:28:43 leva a pensar que não vale a pena irmos a provas quando não estamos motivados para fazê-las. Pior que esta nos sprints só Coimbra.

Corrida do Bodo


Aproveitando as poucas provas existentes no Verão, a 30 de Julho decidi fazer os 10km do Bodo, em pombal, uma prova que consistia em subir e descer uma avenida três vezes, numa distância de 3.333,33333 metros por volta.
Não sendo uma prova com milhares de atletas, seria uma boa oportunidade de bater o meu recorde dos 10 km (apesar de ainda estar numa fase de descompressão) batido em Santo Tirso no ano anterior com 45:55. Decidi impor um andamento relativamente forte e ao fim de cada retorno podia controlar os tempos para fazer abaixo dos 45 minutos. Teria que passar a cada retorno a 7:30 e no final de cada volta a 15 minutos. No entanto, como se subia para um lado e descia-se para o outro, as coisas não eram bem assim. E, se nas duas primeiras voltas mantive um ritmo constante que me permitia baixar do objectivo, na última subida sofri um bocado e perdi algum tempo. Mas nada como uma bela descida em sprint para permitir terminar a prova em 44:48, mais de um minuto abaixo do recorde.
Foi também a primeira vez que fiquei à frente de um atleta de alta competição, internacional pelas selecções jovens. Claro que não estou a falar de nenhum atleta ou triatleta, antes de um futebolista e... guarda-redes. O Pedro Roma, que terminou em 45:22.
Podem ver a minha chegada (de azul) aos 3:25 deste vídeo e a do Pedro Roma, de branco, aos 4:00.



Triatlo de Lisboa


Em Setembro descrevi o Triatlo de Lisboa onde bati o meu recorde em Olímpicos mesmo com o pneu furado!


Triatlo Varzim Lazer
Para terminar a época de triatlos, a prova onde comecei as minhas aventuras estava de volta. Novamente na piscina da Póvoa, mas com um percurso de ciclismo maior e ligeiramente mais duro.
Fiz uma boa natação, abaixo dos 6 minutos e com bastantes nadadores ainda atrás de mim. A transição foi rápida e o ciclismo também, muito embora na volta final, o meu conta-quilómetros tenha dado um salto e fosse a bater nos raios uns 2km. A corrida também foi feita sempre no máximo. No final quase que me saíam os pulões pela boca. São distâncias curtas (300m + 10km + 2,5km) mas onde se vai sempre no máximo, quase em apneia. Sentia-me mais cansado do que na semana anterior em Lisboa, por exemplo.
Uma vez mais fiquei na primeira metade da tabela (38º em 94) e só não bati o record porque o percurso de ciclismo era mais longo. Mesmo assim 33:25 foram apenas mais 15 segundos que o melhor tempo.


Duatlo de Espinho
Era para ser triatlo, mas o mar obrigou a transformar-se em Duatlo. Apesar de algo desiludido por não fazer o meu primeito triatlo nas praias do Norte., um duatlo era uma prova à minha medida. Não iria forçar muito, porque uma semana depois tinha a Maratona do Porto. Mas iria divertir-me e com uma atitude muito diferente da que tivera em Abrantes.
Comecei com uma boa corrida, com um ritmo perto dos 4 min/km, tendo acabado o segmento em cerca de 21 minutos. Mas foi na bicicleta que tudo melhorou. Apesar de não pegar nela praticamente no último mês, senti-me numa força incrível, e a subir o empedrado estava nas minhas quintas. Passei imensos ciclistas e destrui alguns grupos, mesmo contra um vento algo forte de norte. A média foi bem acima dos 30 km/h.
Na última corrida fiz um forcing final para bater o meu recorde de Duatlo que já datava de... 2001. Passei dos 1:10:29 para os 1:09:45 tendo ficado 40º dos 72 duatletas à partida.

Maratona do Porto
A cereja no topo do bolo aqui.

Volta a Paranhos
Uma prova que sempre desejei participar mas que nunca tive oportunidade de fazer. Após um levantamento de dorsais longo e stressante, acabei por ver os meus cordões desapertados e o chip a saltar logo nos 2 primeiros quilómetros, perdendo aí cerca de dois minutos. Depois, forcei um pouco o ritmo para não ter um tempo vergonhoso. Acabei por terminar com um digno 48:05, que até poderia ter sido um recorde se apertasse bem os cordões e não perdesse mais de um minuto até à partida. Fiquei em 818º em 1615, ou seja, bem no meio da tabela.

São Silvestre do Porto
Para terminar uma S. Silvestre muito concorrida, onde demorei imenso a chegar à partida e só a meio de Santa Catarina pude correr à velocidade pretendida. Depois pude aproveitar o excelente novo percurso, ainda duro (mas bem menos), que permitia visitar outras zonas do centro da minha cidade. Todos ficaram agradados.
Acabei em 46:38 e, mais uma vez, se não fosse o trânsito seria um recorde. Aliás, o tempo líquido de 45:10 foi muito bom, tendo em conta que os 2 primeiros km foram feitos em quase 12 minutos. Ficará para o ano!

Conclusão
A época começou mal, com lesão, constipação e maus resultados, mas a partir de Junho tudo mudou. Bati os meus melhores tampos em 10km de corrida, Duatlo Sprint, Triatlo Sprint e Triatlo Olímpico, para além de me ter estreado na maratona. Pode não ter sido uma época regular, mas também foi muito focalizada nas provas mais importantes, onde superei os meus objectivos pessoais. Agora em 2012 irei apostar em distâncias maiores, tentando igualmente bater os tempos de 2011. O desafio está lançado. A estratégia? Uma maior aposta na natação, para depois apanhar bons grupos no ciclismo e começar a corrida mais à frente! As expectativas são boas, para já!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Época 2011 - 1ª Parte



Este ano acabei por não descrever todas as provas. Foi um ano particularmente difícil em termos profissionais, por isso acabei por me dedicar pouco aqui a blogue. Primeiro tive trabalho até mais não. Das 9 da manhã às 5... da manhã. Depois, como isso não é vida para ninguém e, para prémio ainda ia ver o meu salário diminuir, decidi ir-me embora. Daí que tenha dedicado também 8 meses a procurar novo emprego. Por tudo isso, passaram-se as provas e nada de crónicas. Como não faz muito sentido começar com longas descrições individuais do que fiz em 2011, vou avançar com uma síntese das provas em que participei.

Triatlo de Alpiarça

A primeira prova da época ocorreu, tal como em 2010, em Alpiarça. Recorde-se que no ano passado tinha saído da água bastante bem disposto, mas acabei por desistir aos 2km de ciclismo com um furo no pneu. O objectivo era fazer melhor, mas não era fácil, já que apanhei uma bruta constipação na semana anterior e as possibilidades de acabar afogado tinham aumentado.
Na natação fui nadando como podia, resguardei-me no início e acabei por apanhar bastante trânsito e por ter dificuldades em respirar o ar suficiente durante o resto da prova (os pulmões estavam cheios de espectoração). Acabei por fazer um tempo na natação semelhante ao ano passado. Ou seja, pouca evolução.
Na bicicleta, ao contrário do habitual não fiz uma grande prova, apesar do percurso ser bom para mim. O início da época e a constipação afectaram-me e não consegui render o que devia, não chegando a ganhar muitos lugares.
Por fim, na corrida parecia que não conseguia encher os pulmões de ar, por causa da expectoração e fiz um resultado pobre.

No final 1:22:02 e um 303º lugar em 378 participantes. Resultados aqui.






Duatlo de Famalicão
Seguiu-se o Duatlo de BTT de Famalicão, encarado como treino e como uma oportunidade de me divertir um pouco. Divertir, que é como quem diz, porque como se pode ver nas fotos, a minha cara demonstrava um ligeiríssimo pânico.


https://lh3.googleusercontent.com/_agDS8RTqxNQ/TY88saBOKGI/AAAAAAAAHTA/tgYLgoQQSRM/s720/Imagem%20951.jpg


https://lh5.googleusercontent.com/_agDS8RTqxNQ/TY9RqtTDh3I/AAAAAAAAHTI/o3Md7f9zmCc/s720/Imagem%20573.jpg

A chuva era muita e a onstipação ontinuava a afectar-me, mas apesar disso fiz uma boa primeira corrida (abaixo dos 20 minutos). Já na bicicleta a coisa não correu tão bem, tinha um percurso algo complicado em algumas partes e acabei por demorar cera de uma hora. No final, aguentei-me e fiz os 2,5 km de corrida em cerca de 12 minutos. O tempo final acabou por ser 2 minutos acima do duatlo BTT da Póvoa, no ano anterior, o único em que participei. Fiz 1:31:38, tendo ficado em 140º em 238 parcipantes. Nada de muito mau, mas também nada de extraordinário. Contou pela diversão e não pelo resultado.

Triatlo de Coimbra
De volta a Coimbra, para um dos meus triatlos favoritos, pensava estar já recuperado da constipação, mas afinal tive uma natação onde voltei a sentir problemas na respiração. Fiz um tempo mesmo medíocre a nadar: 17:12, algo nunca visto nas últimas duas épocas. Seguiu-se uma biicleta muito pouco conseguida 47 minutos, muito mau) e uma corrida acima dos 5 min/km. Enfim, o pior resultado desde 2009, quando me iniciei no triatlo. 1:29:59 e 227º em 298. Esta época continuava a ser para esquecer.



Duatlo de Perosinho
Continuando na senda dos maus resultados, no Duatlo de Perosinho joguei à defesa. A primeira corrida foi má e na bicicleta não arrisquei porque chovia copiosamente, mas sendo o percurso puxadinho acabei por ganhar alguns lugares. Na última transição, com os pés ensopados senti uma cãibra enorme que me prendia o dedo grande do pé. Estive prestes a desistir, mas depois já consegui voltar a pôr o dedo no sítio (devo ter perdido mais de 2 minutos). Para finalizar ainda me enganei no percurso e cheguei ao final muito para trás (36º em 50 duatletas) e com um tempo miserável de 1:30:13.

Triatlo de Montemor
Este foi o culminar de um início de época bastante fraquinho. Foi talvez por esta altura que atingi o meu peso máximo (80kg) neste ano e, não só por essa razão fiz uma prova deplorável. A natação até acabou por ser o melhorzito, com 35:07, sem fato e com alguma ondulação. 10 minutos abaixo do que tinha feito no Olímpico anterior. Seguiu-se um ciclismo plano em todo o percurso mas com uma parede lá para o meio e muito, mas mesmo muito vento (parecia uma praia do Minho em Agosto). 1:22:27 corresponde a uma média abaixo dos 30 km/h, por isso aquém das expectativas, sobretudo pela quebra final. Essa quebra estendeu-se para a corrida, demasiado monótona e também com muito vento. Foram os meus piores 10 km de sempre, tendo demorado 57:55. Acabei em 166º em 203 à partida, mas 180 no final. O tempo foi 2:58:21, também o pior de sempre.

Amanhã a 2ª Parte... Será que tudo irá melhorar?


domingo, 20 de novembro de 2011

Maratona - Para finalizar...

Bem, para finalizar, gostava de falar da prova em si. Se é certo que a Meia Sportzone ainda tem um número de participantes inferior e uma melhor marca superior à Meia de Lisboa, em termos de Maratonas, o Porto ultrapassou claramente Lisboa e em apenas 8 edições.
Não vou, obviamente comparar as 2 provas, porque não conheço a segunda, mas elogiar a que participei.
O percurso é quase perfeito, passa por muitas das zonas com mais interesse turístico do Porto e Gaia e o público, apesar de pouco presente no início do percurso vai aparecendo e tornando-se cada vez mais caloroso. Por fim, a organização é excelente, e durante todo o percurso de 42km não tenho mesmo nada a queixar, o que, apesar de não ter grandes razões de queixa, é raro.
A Maratona é, para mim, um exemplo para a região, e só pode crescer em termos internacionais, tem tudo para isso. Ou será que existe alguma cidade cuja paisagem que possa ficar à frente desta durante uma corrida de 42km?







quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Maratona do Porto - Os tempos

Este será um artigo mais "técnico", de análise aos tempos que fui fazendo, quilómetro após quilómetro durante a Maratona. Vou comparar igualmente os meus dados com os do meu amigo Jorge Carneiro, sendo interessante comparar duas corridas muito diferentes. Espero não tornar este artigo muito chato, vamos lá ver.
Em primeiro lugar, a minha evolução em termos de velocidade média por quilómetro (mm:ss/km)

Como se pode ver, no primeiro quilómetro andei algo devagar, sobretudo por causa dos segundos que demorei até poder começar a correr. Depois, fiz os primeiros 12km com muito controlo em termos de pulsações, mas acabei por fazer tempos algo altos (perto de 5:30 a descer e quase nos 6:00 em plano). A partir daí foi a fase mais regular, primeiro com o Paulo e depois com o resto do grupo, mantendo sempre uma passada próxima dos 5:40 por quilómetro. A maior excepção foi ao quilómetro 19, quando caí e fiz 5:53. A partir dos 27km os tempos começaram a ser bastante mais irregulares, ou seja, já não estava a controlar tão bem a passada. Fiz os 28km em 5:22 mas os 29 a 6:07. Depois, comecei a fazer bons tempos (talvez demasiado bons), como os 5:15 aos 34km (o melhor registo da prova) alternando com tempos acima dos 6 quando passava pelo abastecimento. No final fica bem patente a quebra: 5:25 aos 37, 6:09 aos 38 km (foi nesse quilómetro que estourei) e sempre acima dos 6:20 nos restantes, mas curiosamente não fui diminuido a velocidade, estabilizei logo. Comparando agora com a minha média de 5:47 ao quilómetro (peço desculpa pelo erro nas unidades mas ainda não me habituei aos gráficos do Google Docs):

Este gráfico é muito parecido com o anterior mas permite verificar que andei com tempos parciais abaixo da média enquanto descia a Boavista, na fase regular até aos 28km e depois alternadamente entre esse quilómetro e o 38. Andei acima da média no primeiro quilómetro, no quilómetro em que caí, pontualmente a partir dos 28km e em todos os 4km finais. Passemos agora para as pulsações. Como referi no post anterior, fiquei com a sensação de andar sempre um pouco acima da média prevista (após leitura de imensos sites), será que isso se confirmou? Há que referir que o meu Monitor de Frequência Cardíaca também se cansou, por isso alguns dados nos quilómetros finais são interpolados:

Parece que essa ideia que tive durante a prova só estava parcialmente correcta. Até à meia maratona andei quase sempre abaixo do previsto. Cheguei mesmo a andar a menos 9 e a menos 10 batimentos que o previsto nos quilómetros 16 e 15, respectivamente. Nos quilómetros em que ultrapassei o valor previsto, andei apenas um batimento acima. A ultrapassagem contínua dos valores previstos ocorreu a partir do quilómetro 23, chegando mesmo a atingir valores acima das 180 pulsações por minuto entre os 32 e os 36 e no quilómetro final.
E quanto aos valores obtidos durante a prova? Tive muitos picos ou andei bastante regular? Vamos comparar a minha pulsação máxima com a média em cada quilómetro:
Este aspecto estava algo dependente da orografia, pelo que os resultados são bastante irregulares. Em alguns quilómetros a pulsação média e máxima era muito semelhante mas, em alguns casos, a diferença foi de 16 bpm, 19 bpm e 27 bpm (se bem que este último caso se possa dever a problemas com o monitor). De uma forma geral, a diferença entre média e máxima ficava sempre entre os 5 e os 8 bpm, o que não será muito.
O próximo gráfico já é um devaneio: será que existe proporcionalidade entre a minha velocidade e a quantidade de vezes que o meu coração bate por minuto durante uma maratona?

Não, claro que não. Este gráfico tem um r^2 de 0,0834, por isso não há qualquer semelhança com uma progressão linear. Se calhar se eu fosse um atleta melhor, talvez isto fizesse mais sentido.
Por fim, comparando a minha corrida com a do meu amigo Jorge num gráfico normal de distância e tempo:

Por incrível que pareça, as nossas linhas curvas cruzam-se no quilómetro 29, exactamente o mesmo em que o ultrapassei. A matemática tem destas coincidências. Como disse, tivemos abordagens diferentes. Ele partiu mais depressa e foi-me ganhando tempo precisamente até meio da prova, onde atingiu uma diferença máxima de 8 minutos. A partir daí nota-se uma quebra, que vai aumentando de intensidade, sobretudo a partir dos 30 km. A minha corrida começou mais lenta mas, à excepção dos últimos quilómetros, não tive grandes variações de velocidade.
Por fim, como fomos nós evoluindo em relação ao ritmo médio para efectuar a maratona em 4 horas?

A resposta é simples. Eu andei sempre lá perto, mas nos últimos 4km acabei por vacilar e afastar-me do tempo final. Já o Jorge, começou muito bem, mas depois mergulhou de cabeça num tempo bem superior.
Conclusões
Depois desta análise consigo perceber alguns factores determinantes para a minha prova: 1. Foi uma boa opção conter o meu ritmo inicial para adiar a quebra; 2. O principal problema terá sido o ritmo após a meia-maratona, passei a andar com as pulsações mais altas para acompanhar e puxar pelo grupo e a quebra aos 38 km reflectiu isso; 3. Não estou totalmente arrependido com a táctica que usei e ainda tenho dúvidas se fiz mal em manter aquele ritmo mais rápido, se perdesse o grupo talvez ainda fosse pior; 4. Para o ano há mais, e tenho que estudar a melhor forma de mexer nesta táctica.