terça-feira, 5 de janeiro de 2010

12ª S. Silvestre de Santo Tirso




No último sábado fui à prova de atletismo com mais Santos no nome em que alguma vez participei. De facto, São Silvestre de Santo Tirso acaba por ser um nome difícil de dizer e a prova também não é tão fácil quanto isso.
A ideia de participar nesta prova surgiu após a desilusão na S. Silvestre do Porto, onde tinha perdido uma boa oportunidade de bater a minha melhor marca dos 10.000 metros (46:42 na S. Silvestre do Porto de 2004). Na altura passou-me tudo pela cabeça, mas mais para o final da semana decidi participar numa das S. Silvestres do fim-de-semana seguinte.
A dúvida era entre Santo Tirso ou Valongo. Por um lado, Valongo é o concelho onde trabalho há dois anos, que conheço muito bem e, por isso, com um percurso familiar. No entanto a prova era de manhã e em Santo Tirso às 17h, o que prefiro sem qualquer dúvida. Para além disso, em Valongo o percurso não era de 10.000 metros certinhos, pelo que o desejo de um recorde não poderia ser cumprido. Mas, o que realmente influenciou a minha decisão foi o saco que ofereciam no final. 2 Jesuítas são 2 Jesuítas e perante um prémio desses optei claramente por Santo Tirso.
Desta vez cheguei a horas e levantei o dorsal sem problemas. Também verifiquei que a entrega de dorsais prolongou-se bem para lá da hora de fecho prevista e que ninguém morreu por causa disso. Nem foi necessário nenhum segurança junto à tenda de entrega. Pelo meio encontrei o Mark Velhote e o Rui Pena, que fizeram provas bem fortes (e melhores que a minha, já agora).
O meu objectivo, como disse, era bater o recorde e, se possível passar a barreira dos 45min. A prova, pelo que pensava seria quase plana, ou seja, mais fácil que a S. Silvestre do Porto. Muito me enganei...
Confesso que nunca me tinha apercebido que Santo Tirso tinha tantos altos e baixos. Naquela terra ou se sobe ou se desce, longe estava eu do plano. Destaco sobretudo a subida desde a ponte até à meta que segue ainda mais umas boas centenas de metros até à zona da variante. Não fica muito longe da subida da Praça da Liberdade até ao Marquês.
De qualquer forma senti-me relativamente bem, não com a forma antes do meu período de descanso, mas com tudo controlado para a fase da época em que estou. Também realço que apanhei uma constipação dois dias antes, pelo que a respiração só foi feita pela boca. Acabei por bater o recorde e baixar do minuto 46. Não foi perfeito, mas também não foi mau: 00:45:55 e o 351º lugar (se apagasse os 2 primeiros algarismos ficava até em primeiro).
A prova esteve muito bem organizado e funcionou tudo às mil maravilhas. A única nota negativa, para mim, foi o tempo de espera no final para receber os prémios. A ser revisto no próximo ano.

3 comentários:

Mark Velhote disse...

Olá Miguel,

Parabéns pela prova! Também tinha a ideia de que não era tão "montanhosa" quanto isso, mas de qualquer forma acabei por gostar.

Um abraço

Anónimo disse...

Acompanho o teu blog à algum tempo. Na minha opinião fazes um erro que é treinar "bem" nos dias antes das provas. Começei a descer os meus tempos quando na semana antes do objectivo só rolava calmamente.

MT disse...

Mark: uma vez mais em grande!

Anónimo: Obrigado pela dica. Nesta altura da época encaro as provas como treino, daí que não baixe a carga de treino. Eu sei que ainda posso render mais aos 10km se treinar com estas provas como objectivo principal, mas não foi o caso. Lá mais para Abril conto fazer isso quando começarem os triatlos a sério.