segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Serra da Estrela

Amanhã uma subida à torre para comemorar a república. Alguém alinha?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

III Triatlo Cidade de Setúbal




Foto: Paulo Pitarma

No último sábado participei no III Triatlo de Setúbal, o segundo olímpico da minha carreira. Depois de em Aveiro ter empenado de sobremaneira, desta vez a minha táctica era semelhante à do Jesualdo quando jogava fora na Liga dos Campeões. Defender, defender e defender. O resultado é que podia variar. Podia levar os 5-0 do ano passado no Emirates ou empatar 2-2 em Old Traford. Ganhar? É tão provável eu ganhar alguma coisa para além de um empeno como o Jesualdo ganhar em Inglaterra.
A estratégia seria poupar-me na natação, no ciclismo procurar um bom grupo (mesmo que para isso tivesse que esperar por alguém vindo de trás) e na corrida, que tinha uma rampa com 8% de inclinação para repetir em cada uma das 4 voltas, dar o que podia. Dois bidões, dois saquinhos de gel. Nada de aventuras desta vez. E meias. Sim, meias, calçadas logo no início para as bolhas nos pés não me matarem.

Natação (1.500m)

Em Aveiro fiz esta distância sem fato em 32 minutos. Depois talvez tenha pago isso com o cansaço que tive na bicicleta e na corrida (péssimos tempos). Agora ia mais devagar mesmo que me sentisse bem.
Já aqui tinha falado que nos últimos tempos não tinha levado porrada, que a coisa estava a melhorar nesse aspecto. Para a próxima vou ver se fico calado. Soa o tiro de partida, primeira braçada e, logo ali, pontapé na cara. Sim, ao estilo Bruce Lee. Agarro-me à cara, deito a língua na zona e pronto, já tinha aberto qualquer coisa dentro da boca. Engulo a bela água da Foz do Sado para desinfectar e sai avermelhada. Penso dar duas braçadas e voltar para trás, mas pronto, uma pessoa metida dentro de água depois de 350 km não vai desistir logo ali mesmo com a bochecha deslocada. Siga então para a frente. Em último, pois claro.
Talvez tenham sido uns 30 segundos, não faço ideia, mas estava mesmo em último. Não foi por isso que deixei de jogar à defesa. Coloco um ritmo confortável e vou recuperando lugares. Quando contornei a primeira bóia vi que já havia uma série de nadadores para trás. Continuando agora a favor da corrente do Sado, mas a levar com as ondas do mar de lado (que belo momento de poesia este!), cheguei à segunda bóia e é hora de regressar à costa. Como agora tenho a corrente do Rio a bater-me pela direita, vou nadando meio de esguelha. A bóia parece mudar sempre de direcção e eu sempre a fazer o esforço ficar no seu enfiamento. Quando ela fica mais perto, parece que sou empurrado até Sesimbra numa ou duas braçadas. Mas que grande volta que fui dar. E contra a corrente, lá volto até à bóia seguindo a lutar contra o Sado até ao fim da primeira volta.
No início da segunda volta olho para o relógio e vejo 22 minutos (o quê?? está tudo doido??). Não, eram mesmo 22 e tinha que recuperar um pouco. Tento acelerar e alcanço um grupo que vai a uma velocidade confortável. Chego ao terceiro troço novamente e evito chegar novamente a Sesimbra, ou melhor, tento evitar. Passado um bocado já ando por baixo de um barco que estava por lá ancorado, e pouco tempo depois lá estou eu a passar no Portinho da Arrábida empurrado pela corrente. Resultado: lá se foi o grupo e toca a recuperar novamente. Mas em câmara muito lenta, com tanta corrente parecia que não conseguia sair do sítio. Quando chego ao parque de transição: 44 minutos, daí a pressa das pessoas a dizerem para eu passar no tapete que o controlo ia fechar. Pois, parece que escapei por 51 segundos. Que vergonha! 44:09 é mesmo vergonhoso.

1ª Transição e ciclismo (39 km)
Apesar do tempo que fiz na natação, fiz a transição com calma para recuperar do ritmo cardíaco acelerado por causa de um troço contra a corrente. Tirei o fato, calcei as meias e as sapatilhas já estavam nos pedais (sim, já tenho sapatilhas de triatlo). Portanto, está tudo. Começo a correr. E mandam-me parar. Faltava o capacete. E pronto, o meu primeiro stop and go. Com isto, mais um tempo vergonhoso: 2:23 na transição e nem as sapatilhas tinha calçadas.
Quando começo o ciclismo vejo os meus antigos colegas de triatlo. Sim, os do ano passado. Já há muito tempo que não os via. Estava na hora de acelerar. Ao contrário de Aveiro era um percurso pouco sinuoso e com muitas rectas. 5 voltas e um retorno no ponto mais afastado. Era a altura de recuperar tempo (sim, porque com tantos atrasos acabar o ciclismo antes das 2 horas começava a ficar difícil, iria ter que andar acima dos 30 km/h).
Vou por isso para a frente à procura de um grupo de jeito. Vou ultrapassando ciclistas e levando alguns atrás de mim, que se recusam a ir para a frente quando lhes dou passagem. Estava entregue a mim próprio, mas a sentir-me com força.
Alguns tinham medo do paralelo que ia aparecendo em dois troços pelo meio. Mas um homem do norte está habituado a isso. Nós, que para chegar ao alcatrão após 5 quilómetros de paralelo não são umas rectazinhas que nos fazem vacilar. Aliás, o paralelo de Setúbal é bem mais confortável que o alcatrão das estradas da Trofa. O único senão: um bidão que saiu a correr e que nunca mais o vi. Fez-me falta aquela água.
Chego ao final da primeira volta e continuo a puxar. Felizmente surge um corredor vindo de trás (não sei se era da minha volta ou não) e passa para a frente. Felizmente um momento de descanso. Vou na roda dele, e sentia-me bem, apesar do ritmo forte. Depois do retorno, quando sinto a velocidade a esmorecer, vou para a frente, mas ele quase não me deixa, quer puxar ainda mais. Pronto, amigo eu vou na roda, não te preocupes. E lá fui.
Na terceira volta somos alcançados por um grupo grande, que devia ter corredores de várias voltas. Ia a um excelente ritmo e eu estava com forças para encostar. Foram as melhores 2 voltas deste ano. Ali, confortável no centro do pelotão, com gente muito boa a puxar e a passar ciclistas atrás de ciclistas (alguns colavam, como o meu amigo Jorge Carneiro e outros iam perdendo o contacto). No final da minha quarta volta a grande maioria do grupo acaba o segmento e lá vou eu para a frente. Faço quase todo o percurso de ida na frente (às vezes o Jorge ia lá, mas estava mais cansado por ter feito uma parte maior do percurso sozinho) e na vinda mando os meus colegas puxar. Foi um regresso bastante fraco, mas estava na hora de me poupar para a corrida e não estava na hora de fazer maluqueiras. O ritmo decaiu e acabei por entrar à rasquinha antes das duas horas do controlo. Apesar disso, um tempo muito bom: 1:12:42, acima dos 32 km/h. A minha melhor prestação no ciclismo. Ou seja, se tinha perdido 12 minutos na natação para Aveiro, agora recuperei 14 minutos no ciclismo e já não estava numa prova vergonhosa.

2ª Transição e Corrida (10 km)
Não há muito a dizer desta transição. Aproveitei para beber, estava algo desidratado por ter perdido um dos bidões logo no início e voltei a ir nas calmas porque logo a seguir vinham os tais 500m a 8%.
Começo a correr e a subir e sinto-me bem, a transição não me pesa. Na subida começo a impor um bom ritmo e a passar alguns atletas. Chego ao cimo algo ofegante e preparo-me para descer. E aí é que me parece que vai sair tudo pela boca. É a dor nos abdominais (inícios de pubalgia?), é dor de burro, é respiração ofegante, é princípios de cãibras. Bem, é muito pior descer que subir. Reduzo a velocidade, alguns passam-me e encosta-se a mim novamente o Jorge Carneiro. Quando me preparava para dizer-lhe adeus e vai à tua vida, acaba a descida e sou eu que ganho uma nova vida. As cãibras desaparecem e as outras dores vão diminuindo de intensiadade. Sinto-me bem quando volto a subir e volta após volta vou ganhando confiança. Na última ainda vou com forças para um forcing final. Um único problema: bolhas nos pés a aparecer. Ultrapasso 4 colegas (o último o Eurico, meu vizinho no Dragão) com um ritmo de quem quer baixar das 2:50:00 mas já era tarde demais. A corrida foi feita em 50:22. Não foi brilhante foram 2 km a subir a 8%. Também não foi nada mau e tirei quase 3 minutos a Aveiro (onde as bolhas nos pés me afectaram mais).

Resultado final
A aventura custou-me 02:50:52, menos 4:17 que em Aveiro e após uma natação de 44 minutos. 141º lugar em 174 à partida (24 foram eliminados). Com uma natação minimamente aceitável teria baixado do 2:40:00. Mas afinal não fui só eu. Todos tiveram tempos estranhíssimos na natação. Não tão maus, é certo, mas fraquinhos para o habitual. Ao menos isso.
Depois dos empenos nestas distâncias (Matosinhos e Aveiro), finalmente uma prova onde acabei bem e a sentir-me com força. Para a próxima talvez arrisque um pouco mais. Boas indicações para a próxima época. Fiz as pazes com os Triatlos Olímpicos.
Ah, e preciso de sapatilhas novas! Já chega de bolhas!

Uma referência final: Não ficava nada mal à organização alterar os critérios de desclassificação em provas deste tipo. Percebo que as estradas não podem estar muito tempo cortadas, mas no ciclismo também modificam os horários de controlo em função do desempenho dos ciclistas e das dificuldades das etapas. Muita gente fez 700km para ser eliminado e isso não é bom para ninguém. Por fim, os polícias facilitaram um pouco, quer nos atravessamentos, quer com a entrada de um carro no percurso já no final da minha prova. Uma questão a rever.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

VI Triatlo de Raiva

Precisamente no Triatlo que tem o melhor enquadramento paisagístico, não tenho uma única foto para ilustrar este post. Desastre! Mas pronto, já com algum atraso aqui vai o relato do Triatlo de Raiva, que se realizou a 8 de Agosto, dia de anos da minha mãe. Comecemos então pela natação.

Natação (650m)
Houve uma pequena alteração de modo a reduzir a distância. Pelos vistos eram 650m mas pouco ou nenhuma diferença notei. Voltei a sentir-me bastante à vontade, boa orientação e pouca porrada. Tive um pequeno engano na forma como abordei a aproximação à penúltima bóia (pensava ser a última) mas não tive grande perda de tempo por causa disso. Ainda forcei no final mas não consegui ganhar lugares. O tempo final foi 15:39, o que me deixou satisfeito, tendo em conta que não tinha fato.

Ciclismo (16km)
Já conhecia grande parte do percurso, que fiz o ano passado. Por isso, decidi ir forte logo no início e nas primeiras rampas (primeiro em paralelo e depois em asfalto até à primeira rotunda) passei vários ciclistas que eram mais fortes do que eu na natação. No entanto, a subida nunca mais acabava e comecei a perder fôlego. Comecei a ser ultrapassado e não os acompanhava. O último quilómetro da subida foi bastante sofrido, até por estar a desmoralizar um pouco.
A descida que se seguiu soube bem para recuperar fôlegos mas acabei por perder mais alguns lugares. Na subida seguinte voltei a alcançar quem me passou na descida. E o resto da prova de ciclismo foi assim. Passava os meus colegas de grupo nas subidas e era ultrapassado nas descidas. Como o percurso acabava a descer, chegaram à minha frente. O tempo final não foi bom: 40:51 incluindo as transições, o que é claramente abaixo dos habituais 30 km/h. Uma má prestação mesmo tendo em conta o terreno irregular.

Corrida (4,2 km)
Fiz a corrida de trás para a frente, ganhando lugares atrás de lugares, poucos me ultrapassavam e consegui imprimir um bom ritmo apesar das subidas algo duras. Fiz 18:39, ou seja, uma média de 4:15 minutos por quilómetro num percurso difícil.

Resultado Final
O tempo final oficial foi 1:15:10 tendo ficado em 66º em 101 participantes, ou seja, a 2/3 da tabela. Não foi um grande resultou, mas senti-me melhor que em Aveiro. A bicicleta foi claramente o sector que mais me penalizou, uma vez mais. A minha modalidade favorita é a que me está a correr pior. É a piada de treinar triatlo. Umas modalidades melhoram e outras pioram e temos que ir trabalhando todas para termos melhores resultados. Se só nadasse, só andasse de bicicleta ou só corresse a minha vida seria muito mais monótona.
Por fim, uma referência à organização que foi espectacular, muito graças ao empenho dos agentes locais, sobretudo o Movimento Raiva com Identidade. Durante o ciclismo sempre tive a companhia de batedores da GNR ou de um grupo de motards locais, tudo bem sinalizado, e no final quando levantei os pertences no segundo parque de transição estava tudo direitinho distribuído por clubes, algo que nem na Taça de Portugal acontece. Uma vez mais as pessoas do norte mostraram de que material são feitas. Parabéns a todos.
Por fim, o título colectivo. Sagrámo-nos campeões regionais por equipas e o Gil e o Tiago foram 1º e 2º no campeonato regional. Na altura pensei ter fechado a equipa em 3º lugar... mas fui o 4º. Paciência! Até à Póvoa!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

IV Triatlo de Aveiro



O Triatlo de Aveiro marcou a minha estreia na distância olímpica. No entanto, a preparação deste triatlo ficou marcada, por um lado, pela morte do meu avô, pouco mais de uma semana antes (curiosamente ele natural de Cacia, Aveiro) e também pelos ensaios de Feupville. Se a segunda questão não fez com que perdesse treinos, no primeiro caso isso aconteceu, por razões óbvias, e logo na semana que marcava o topo da preparação. De qualquer forma nem um nem outro caso seriam desculpas para uma má prestação.
Pelo meio encontro o Rui Pena e o Mark Velhote, que se encontra prestes a iniciar-se nestas lides. Aliás, todas as fotos aqui presentes são do Mark, que quis perceber como funcionam estas coisas vendo do lado de fora. Ah, e gostei do pormenor de termos o nosso nome no Parque de Transição, até parece que somos gente importante.



Natação (1500m)




A água parecia estar limpa. Viam-se peixes e nem pareciam ser taínhas. Até que, de repente, entram 200 mamíferos dentro de água revolvendo todo o lodo acumulado no fundo da Ria de Aveiro. E por baixo do lodo deviam estar acumuladas milhões e estreptococos, enterococos, coliformes fecais, E. coli, para além de tudo o que é Nitratos, Mercúrio, Sulfatos e mais o que quer que seja. De repente a água limpa ficou castanha e o cheiro ficou semelhante ao de uma suinicultura junto ao Rio Lis.
Depois, já não bastava estarmos a nadar pelo meio de todos os tipos de poluição que ainda nos mandaram sair da água e voltar a entrar. Ainda tive a esperança que fossem analisar a água e com o resultado mandar-nos para as piscinas municipais, mas não era mesmo porque havia gente agarrada as boias e à linha da partida.
De qualquer forma isto é um caso de saúde pública, acredito que a água não esteja muito poluída quando fazem as análises,mas com esta gente toda a levantar o lodo, não acredito que a Ria esteja em condições para receber uma prova.
Esquecendo tudo isso, e assegurando que sobrevivi e que não tenho (para já) qualquer sequela de tamanha aventura, passemos então à prova.
Curiosamente, apesar de ser um canal estreito, só sofri um pouco a porrada nos momentos iniciais antes do estreitamento. Descobri que a porrada inicial está muito ligada a dificuldades de orientação e como ali não há problemas os ânimos estavam bem mais calmos. Gostei também da força do público, que estava a poucos metros de distância, algo nada habitual nos segmentos de natação.
Correu-me particularmente bem este percurso. Eram 1.500 metros, algo que nunca tinha feito em competição e por isso não forcei muito. Além disso, ia sem fato o que tornava a coisa teoricamente mais difícil. Mas afinal não. Fiz logo de início respiração a cada três braçadas, atingi um bom ritmo sem querer forçar muito e nos momentos finais do percurso sentia-me tão fresco como numa prova de 750 metros. O tempo final espelha isso: 32:46, o que, tendo em conta que em Peniche e com fato tinha feito 16:02, revela que subi bastante na natação e que me dei muito bem com a nova distância.

Ciclismo (40,8km)




A transição foi feita com mais calma que o costume (talvez demasiada, até) com um tempo de 1:25, ou seja, quase tanto como o que demoro com fato. As coisas devem começar a correr melhor quando chegarem as sapatilhas de triatlo que encomendei, mas pelo que parece na loja estão com problemas a processar o pedido e ao fim de 2 meses nada.
A prova, foi do pior. A fazer lembrar Matosinhos, sem quedas mas com poucas pernas. Não consegui integrar nenhum grupo e passei poucos ciclistas. Era muitas vezes ultrapassado e faltavam-me sempre as pernas. Fiz, por isso, grande parte do percurso sozinho ou com mais um ou outro colega.
Penso que, para além da minha falta de pernas, este percurso correu mal por duas outras razões.
Em primeiro lugar, não olhei para a altimetria, pensando que Aveiro era uma cidade completamente plano. Isso não é bem assim, o percurso era feito de altos e baixos curtos mas muito inclinados, incluindo um viaduto por cima do caminho-de-ferro (que são sempre mais inclinados porque têm que vencer as catenárias).
Em segundo lugar, existiam quatro curvas de 180º, sendo que três delas era chegar a meio de uma rua e voltar para trás e noutra era uma rotunda larga. Ou seja o percurso tinha ao todo 24 curvas de 180º, o que me deixou maluco.
Depois da queda de Matosinhos perdi muita confiança nestas curvas e travava demasiado, nessa altura os ciclistas que me acompanhavam ganhavam vantagem e depois tinha que sprintar para os voltar a apanhar, o que raramente acontecia já que poucos metros mais tarde surgia uma nova curva deste tipo.
Depois, com o calor, o bidão que levava comigo não foi suficiente, e nas duas últimas voltas senti muita sede. Devia ter levado dois, por isso, na próxima já sei.
Foi um percurso feito em grande sofrimento e sem qualquer prazer, aquelas curvas e os piques que tinha que fazer desgastavam-me fisica e psicologicamente. Não fiquei nada cliente do percurso, que foi, sem dúvida, o pior que apanhei. Não sei se fará sentido por 24 curvas de 180º num percurso só, talvez haja quem goste, mas eu não, odeio.
Fiz 1:26:27, o que equivale a uma média de 28,3 km/h, uma média fraca, mesmo tendo em conta o tipo de percurso que obrigava 24 vezes a reduzir a velocidade quase aos 0 km/h

Corrida (10 km)

Aproveitei a transição para repor líquidos bebendo meio litro de bebida energética. Demorei 1:35, mas estava mesmo a precisar de algum tempo de recuperação. Contudo, aqui voltei a errar. 10 km sem meias é demasiado, sobretudo com as minhas sapatilhas, que têm tendência a criar bolhas nos pés.
Ao fim de uma volta já estava a ter bastantes dores, e a última volta foi mesmo muito penosa. Basicamente estive a arrastar-me pela corrida tentando acabar o mais depressa possível e com o mínimo de dores.
Quanto ao percurso, era muito mais interessante, também com algumas subidas e passando por zonas com muitas pessoas. Pena que elas pouco ligassem à prova e muitas vezes circulassem a pé pelo meio dos atletas, cheguei mesmo a gritar para algumas pessoas saírem da frente. Mas pronto, o primeiro (o meu colega Pedro Palma) já tinha passado há muito e percebe-se em parte o comportamento.
O tempo final foi fraquinho 52:54, ou seja, acima dos 5 min/km. Malditas bolhas nos pés!!

Resultado Final
Tudo somado: 2:55:09, o que ficou aquém das expectativas. Apontava para fazer no mínimo menos 10 minutos do que fiz. Eu sei que foi uma estreia e cometi vários erros de principiante, mas queria chegar a um resultado melhor. Vamos lá ver se em Setúbal com mais experiência consigo melhorar. São essas as minhas expectativas.
Confesso também que as provas sprint me dão mais prazer. Ou então, Matosinhos e esta prova foram apenas excepções. Vamos ver as cenas dos próximos capítulos.
Quanto à prova, como já devem ter percebido foi talvez o triatlo que menos gostei. Em primeiro lugar a poluição (compensada por um percurso realmente interessante). Seguiu-se um percurso de ciclismo muito pouco agradável e com demasiadas curvas apertadas e tudo acabou num percurso de atletismo interessante mas com um público pouco cooperante. Vamos ver se para o ano melhoram (pelo menos em relação à poluição isto tem que melhorar, sob pena de receberem apenas meia dúzia de triatletas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Triatlo e teatro



Antes de relatar a minha experiência em Aveiro deixo aqui esta sugestão. Uma peça de teatro na qual participo como actor e em que participei na escrita. Está hoje e amanhã em cena do Auditório da FEUP. Apareçam!

Sinopse:

Uma seita ultra-secreta reúne-se no interior de uma cúpula no subsolo da FEUP. Os seus objectivos são claros: dominar a faculdade, criar uma freguesia e mais tarde dominar o universo implementando a sua própria ideologia: ”O ENGENHEIRISMO”.

A arma? FEUPVILLE, um jogo criado para controlar todas as pessoas a partir do vício. Passados poucos dias já ninguém sabe onde acaba o jogo e onde começa a realidade. Como reagir? Quem sobreviverá? Será que a seita vai atingir os seus objectivos?

Uma comédia sobre engenheiros para todos os públicos, encenada por José Carretas em cena nos dias 19 e 20 de Julho no Auditório da FEUP.

Mais informações em www.facebook.com/feupville.

A entrada é gratuita mas é necessário levantar bilhete. No infodesk da FEUP durante o dia ou a partir de 1 hora antes do espectáculo. Se quiserem eu posso reservá-lo desde que o levantem até às 21h10 na bilheteira.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sra. da Assunção

Ontem aproveitei o S. João para um duplo treino. De manhã 3km a nadar e de tarde treino de subida, na Sra. da Assunção. Apesar de ir em ritmo de treino correu bem e baixei o meu record dos 28:36 para os 26:00. Agora é continuar a dar-lhe duro até Aveiro.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

XXVII Triatlo de Peniche





No último sábado fui à mais antiga prova de Triatlo do país, mas ainda com uma frescura assinalável.
Peniche é uma cidade muito interessante e única no nosso país. Em termos geográficos parece que quando os continentes se separaram a península de Peniche hesitou entre ficar em Portugal ou nos EUA. Optou pelos primeiros e deve-se ter arrependido. Quando era pequeno pensava que os penichenses eram inclusivamente pessoas frustradas, já que por pouco que não eram americanos.
Cheguei a Peniche ainda de manhã e pude comer um peixinho com a Leonor e começar a sentir o cheirinho a triatlo a circular nas ruas (bem melhor do que o cheiro a peixe, diga-se). Por volta das 14h estacionei tudo no parque de transição com muita calma e ainda tive tempo para ver as provas de aquatlo e de lazer.
Pelo meio ainda fui saudado por um triatleta de Almada que também costuma visitar o blogue (uma sensação estranha de fama) e passei algum tempo com os meus colegas do CFV (o Tiago Rola continua com azar nos problemas mecânicos, desta vez foi o desviador da frente que partiu) e com o Rui Pena e o Eurico Coelho da AASM.

Natação (750m)



Esta era a minha estreia em triatlos no mar mas quando olhei para o sítio onde íamos fazer a prova, percebi que de mar era só a água salgada, já que as ondas estavam todas em Supertubos. No entanto, a primeira boia parecia bastante longe e do pontão onde estava o público não se conseguia ver a totalidade do percurso o que dificultou a orientação.
Dentro de água percebi que existia uma certa corrente perpendicular ao troço até à primeira boia mas que estaria de frente no troço final, podendo complicar as coisas.
Soou a buzina de partida e a confusão habitual. Engulo mais uma vez pirolitos e desta vez de água salgada, o que me deixou com impressão na garganta até ao final do ciclismo. Pelo meio muita porrada mas consigo manter uma boa orientação até à primeira bóia. Muitos socos, patadas e cotoveladas pelo meio, mas nada fora do comum, todos eles resultavam do movimento de natação e não por capricho dos participantes.
O pior foi quando dobro a primeira boia. Primeiro, uma série de triatletas atiram-se por cima de mim para a agarrar enquanto eu vou a contorná-la a nado. Por fim, o meu colega de trás agarra-se à minha cintura com as duas mãos empurrando-me para o fundo. Estive quase a responder ao soco e ao pontapé, mas disse-lhe aquilo que uma pessoa geralmente diz a quem o tenta afogar, apesar de nem sequer o ver no meio da confusão. Um abraço (igual ao que me deu) para ele, desde já.
Da primeira para a segunda foi o meu melhor troço, um bocadinho menos confusão e corrente a favor. O pior foi o troço seguinte, que era contra a corrente e em que a confusão não desvanecia. Comecei aí a sentir que o tempo não seria grande coisa. Para finalizar a saída da água era por uma escada de pedra, mas desta vez nada de tonturas. Acabei por fazer 16:02, ou seja, mais 26 segundos que em Coimbra.
A corrente explica alguma coisa, mesmo os melhores demoraram mais cerca de 30 segundos que em coimbra, mas quando vi que o mar não era bravo pensei fazer bem melhor (nas séries na piscina fiz sempre 100m entre os 1:25 e os 1:30). Apesar disso, saí à frente de atletas que costumavam ganhar-me, o que não era mau de todo.

Ciclismo (21,7 km)



Ainda antes do ciclismo tenho que falar na transição. Desta vez estava cronometrada e eu fiz 1:36, o que será demasiado. Na próxima prova já terei sapatilhas de ciclismo com velcro a apertar e espero tirar pelo menos 30 segundos a este tempo. Não posso demorar tanto.
Quanto à prova de ciclismo, penso que foi a melhor de sempre. Pelo menos aquela em que eu me senti melhor e onde me diverti mais. Este ano senti que o meu ciclismo não estava grande coisa, até porque este muito mau tempo no Inverno, e que os progressos nas outras modalidades eram bem speriores aos registados em cima da bicicleta.
Talvez por não ter forçado na natação, estava com bastante energia e vendo um grupo formar-se mais à frente, puxei logo bastante à saída para colar no grupo onde estava, entre outros o Rui Pena, e duas triatletas femininas que pareciam estar em competição entre si. Encostei no grupo e a minha primeira reacção foi descansar, mas estava bastante atento ao que se passava.
Pouco depois, quando chegámos ao entroncamento junto ao mar senti a velocidade a reduzir e menos oportunidades para chegar ao grupo da frente. Fui para a frente do grupo e só parei de puxar quando encostei aos da frente, contando em momentos com ajuda de alguns colegas. Quando olhei para trás vi que o grupo tinha sido desmembrado, o que me deu ainda uma maior sensação de força.
Nas voltas seguintes a história foi mais ou menos parecida. Andei a saltar de grupo em grupo, encostando sempre aos da frente e deixando muitos para trás. No final acabamos por ser apenas 2, até que voltamos ao paralelo e levantei o pé para não me arriscar a uma queda (o percurso era algo sinuoso no regresso ao parque de transição). No final 41:15 (31,56 km/h de média) o que não é mau, tendo em conta que fui grande parte do tempo a puxar, estava algum vento e o percurso tinha muitos altos e baixos.

Corrida (4,8 km)
A última transição não me correu nada bem. Em primeiro lugar não consegui desapertar as sapatilhas em cima da bicicleta, depois tive de correr com elas até ao final do parque de transição e perdi demasiado tempo a desapertá-las e a trocar pelas de corrida. Foram 1:06, pelo que nas duas transições demorei 2:42, ou seja, muitíssimo tempo.
Talvez devido ao demasiado empenho na prova de ciclismo, na corrida acabei por sentir alguma fadiga muscular logo a seguir à transição. Nada de cãibras mas estava algo preso. Fui-me sentindo algo melhor, mas parecia que podia dar mais mas já não tinha força.
Esta corrida fez-se num percurso urbano, com algum sobe e desce mas com muito público que nos dava muita força. Tinha apontado para fazer 6 minutos por volta, mas vi logo que estava a fazer mais meio minuto de cada vez.
Quando cheguei ao fim, senti-me algo desapontado com a minha corrida, mas quando depois fui ver o tempo descobri que não tinha sido mau de todo (19:54, ou seja 4m09s por quilómetro).

Resultado Final
Não fiz melhor que em Coimbra em termos de tempo (1:19:55 contra 1:19:10) mas as condições eram muito diferentes. Quase todos os atletas demoraram mais e, tendo em conta que o número de participantes era o mesmo, o 151º lugar é muito melhor que o 174º de Coimbra. Não foi uma melhoria em termos de tempo, mas aproximei-me bastante do meio da tabela (à partida eram 280 triatletas), o que ainda é melhor já que nesta prova todos os atletas eram federados (e em Coimbra havia muita gente que não era federada).
Quanto ao mais antigo triatlo do país, só podia ser espectacular. Confesso que não gostei muito do percurso de natação, mas o ciclismo tinha uma paisagem fantástica e o atletismo era no centro histórico o que dava imenso prazer. O público, já habituado a estas provas, foi o melhor de todos.
Para terminar, o melhor do o fim-de-semana: visitei as Berlengas pela primeira vez e fiquei estarrecido com a beleza do local. Vale mesmo a pena visitar e aproveitar para nadar um pouco por entre os peixes.


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Triatlo de Peniche

Amanhã vou participar no mais antigo Triatlo do país: Peniche. É a primeira vez que vou participar num triatlo no mar e, apesar de ter merulhado muito mais vezes no mar do que no rio, não vou traçar grandes objectivos.
O principal objectivo será sobreviver à natação e depois fazer bons percursos de bicicleta e a correr. Não vou apenas para treinar, vou para competir (os meus tempos em treinos de séries andam a descer bastante, o que me deixa bastante contente), mas não tenho uma meta específica, apenas chegar ao fim.

terça-feira, 11 de maio de 2010

II Triatlo de Coimbra


No último domingo fui ao Triatlo de Coimbra. Este triatlo tem uma atmosfera fantástica, permitindo fotos como a que vemos em cima, tirada pela minha namorada, a Leonor, que fez uma excelente exibição neste desporto que é a fotografia [Já agora, ofereço um prémio ao primeiro que descobrir o Wally (Eu) na foto]. Para além disso ocorre num local que nos diz muito, o que me deu ainda maior prazer em fazer a prova. Com a meteorologia a ajudar, tudo estava perfeito, para uma prova que é cada vez mais a minha favorita.
Foi nesta prova que me estreei oficialmente pelo CFV, já que em Abrantes a inscrição ainda não estava finalizada. Participei também no Torneio Nacional Universitário pela Universidade do Porto, sendo que a nossa equipa era constituída por atletas do Fluvial Vilacondense e da Académica de São Mamede. Pelo meio pude também encontrar o Rui Pena, que se encontra a preparar mais um triatlo longo e o meu amigo Jorge Carneiro, que fazia os seu segundo triatlo... sem fato isotérmico.

Natação (750m)


Desta vez cheguei com tempo e pude fazer tudo nas calmas, controlar esquecimentos e aquecer convenientemente. No entanto, quando entro na água para aquecer, vejo logo que isso vai ser impossível, o mais provável era arrefecer e muito. A água estava gelada, a organização falava em 16ºC mas o mais provável era terem-se esquecido do sinal (-) antes do número. - 16ºC, devia ser essa a temperatura. Fiquei logo com dores de cabeça e a deixar de sentir mãos e os pés devido ao frio. Mas eu tinha fato isotérmico... e o Jorge? Demorou bastante mais a entrar na água, mas na partida lá estava ele e, imagine-se, nadou os 750m em 20 minutos sem fato isotérmico, o que atendendo à temperatura de -16ºC é um facto heróico. Eu acho que nem à primeira bóia chegava.
Quanto à minha prova, desta vez não tive tanta sorte como em Abrantes na parte inicial. Não levei porrada mas apareciam muitos nadadores à minha frente, muito desorientados e, no início, tive que contornar muito boa gente que teimava em nadar na perpendicular ao sentido do rio. Até à primeira bóia foi assim. Reparei também que os meus treinos de técnica de triatlo (com a cabeça bem levantada enquanto nado crol) resultaram . De vez em quando lá levantava a cabeça e continuava a nadar em direcção à bóia. Aconselho desde já todos os triatletas a fazerem isso, para que não haja tanta gente desorientada no início das provas.
Após a primeira bóia, dada a confusão, optei por deslocar-me mais para o exterior para evitar cotoveladas, mas acabei por contornar a segunda bóia muito por fora. A partir daí, o pelotão já estava muito mais esticado e pude concentrar-me muito mais na técnica e nadar com muito mais eficiência. Não fui mais rápido porque agora íamos contra a corrente, mas estava muito mais à vontade.
Na saída da água esperava-nos uma prancha, já que não tínhamos pé, o que originou uma quarta modalidade do triatlo: a Escalada. Mas mesmo com essa dificuldade adicional consegui chegar ao parque de transição 15:36 minutos após a partida, quase um minuto menos que no Ribatejo e um minuto a mais que em Abrantes, mas em Abrantes havia corrente sempre favorável e aqui não. Foi o 190º tempo em 259 participantes, o que significa que já há 69 piores que eu neste segmento.
Continuo a melhorar imenso na natação, e os 4 dias por semana a dar-lhe duro das 18h45 quase até às 21h estão a dar resultados. Entre Julho e Maio baixei dos 22 minutos (sem fato) para os 14/15 (com fato), mas sinto que ainda posso melhorar até ao final da época, sem conseguir definir quanto.




Melhorei também a transição, que terá sido feita em menos de dois minutos, depois do desastre em Abrantes. Tive novamente algumas tonturas na saída da água, mas tirei o fato com tempo e na bicicleta fui rápido a colocar o capacete e as botas. Também ainda poderá ser melhor mas para já estou satisfeito.

Ciclismo (23km +1)



Como tinha referido antes, o ciclismo deste ano era bastante mais complicado. O troço mais fácil pela Ponte Santa Clara tinha sido suprimido e o número de voltas tinha aumentado, bem como a própria distância. Pelo que medi eram 24km e não os 23km que a organização referia.



Comecei, como habitualmente, a ganhar lugares, saltando de corredor em corredor. Algum tempo depois fui apanhado por um grupo e segui na sua roda. E a um ritmo muito bom e ultrapassava muitos ciclistas rapidamente. Não conseguia puxar, tal a força de quem ia na frente, e acabei por me manter na cauda do grupo. Na subida mais puxada o elástico esticou... e partiu. Não estava bem colocado, perdi a roda e depois na descida já não havia hipótese de os apanhar.
No final da primeira volta estava como comecei, um pouco sozinho, ultrapassando alguns atletas fortes na natação mas mais fracos no ciclismo. Outra vez no mesmo sítio, surge um novo grupo e o filme repetiu-se. Exactamente igual. O mesmo erro de ficar na cauda, a subida, e lá iam eles na descida. Se em Abrantes usei a subida (mais dura, diga-se) para fazer a diferença, aqui a subida empurrou-me para baixo. Uma questão a rever.
Por fim, na terceira volta, outra vez um grupo vindo de trás. Mas desta vez já tinha aprendido (e os ciclistas não eram tão fortes). Coloquei-me bem, fui para a frente algumas vezes, e na subida fui eu a partir o grupo e a juntar-me a ciclistas que estavam mais à frente. Depois vinham a descida e o final do ciclismo.
O tempo nem foi mau de todo 45:33 incluindo pelo menos a primeira transição, o que significa uma média acima dos 30 km/h num percurso que não é propriamente plano. Não estou é habituado a ser passado no ciclismo, que também costuma a ser o melhor segmento. Fiz o 174º tempo em 263 participantes e isso não é propriamente brilhante para o habitual.
A transição correu muito bem, tive tempo para me descalçar ainda em cima da bicicleta e a passagem para o atletismo foi extremamente rápida.



Atletismo (5km - 0,66)


Quando saí do parque de transição olhei para o relógio ele marcava uma hora exacta, exactamente o mesmo tempo que marcava em Abrantes na mesma altura da prova. Desanimei um pouco, já que precisava de fazer os 5 km que faltavam em 21 minutos, o que não seria fácil. No entanto, estava reservada uma surpresa, o sector não tinha os 5km previstos mas algo como 4,36 km segundo as minhas medições.




Sem saber disso, comecei a acelerar, sentia-me bem e coloquei um ritmo que sabia estar próximo dos 4min/km. Aqui residiu uma grande diferença relativamente à prova anterior. Em lugar das dores musculares estava fresco e com muita força. Na última volta percebi que o record estava facilmente ao alcance. Mantive o ritmo até ao final e acabei este segmento em 18:00. Mesmo não tendo percorrido 5 km, acaba por ser uma média abaixo dos 4:10 min/km, o que é um excelente tempo para mim.
Foi claramente o meu melhor segmento, tendo feito o 149º tempo.

Resultado final




Acabei por fazer 1:19:10, bem abaixo do tempo do ano anterior (que também era o record anterior) 1:21:33. Foi claramente uma prestação superior, até porque a grande maioria das pessoas aumentou os seus tempos em 2 ou 3 minutos, devido à maior dificuldade e distância no troço de bicicleta.
Fiquei em 174º entre 278 atletas à partida (259 que terminaram) o que é um resultado muito próximo do de Abrantes (um pouco acima dos 2/3 da classificação).
Também foi o primeiro objectivo atingido da época: Bater o meu record de Triatlo Sprint.
A cereja no topo do bolo foi a subida ao pódio com a vitória da U. Porto no Torneio Nacional Universitário.

Fica ainda o desejo de continuar a melhorar, com muitos treinos pelo meio. E na segunda-feira seguinte lá estava eu a nadar outra vez na piscina.
Cada vez gosto mais de triatlo. Acho que alguém que gosta de praticar desporto e que consiga nadar 750 metros só pode ficar viciado nisto. Só tenho pena de ter descoberto o triatlo aos 27 anos, andei a perder tempo escusadamente. Desafio todos os meus leitores a experimentarem uma vez, que decerto não será a única.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

II Triatlo de Coimbra

No próximo Domingo, regresso a Coimbra, onde fiz o meu melhor tempo em triatlo. Estou em muito melhor forma que na altura, a nadar e a correr bem melhor e a andar de bicicleta q.b. Preparei também esta prova para ser uma das prioridades da época e vou participar ao mesmo tempo na Taça de Portugal e no Torneio Nacional Universitário.
No entanto, a possibilidade de um novo record não é uma certeza, e por duas razões.
Em primeiro lugar o percurso é ligeiramente diferente: a parte mais plana da bicicleta foi suprimida e faz-se mais uma volta, ou seja, as partes mais complicadas repetem-se mais uma vez.
Em segundo lugar, as previsões meteorológicas não são grande coisa e o vento e a chuva podem voltar, condicionando velocidades de circulação em bicicleta.
Duvido que volte a fazer 14 minutos na natação, já que não vamos ser tão protegidos pela corrente como em Abrantes, mas devo fazer melhor nos outros sectores. Espero também ir subindo na classificação (melhor que os 2/3). Vamos lá ver como corre.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

III Triatlo de Abrantes

th_ABRANTES_001 (10)

Antes de mais importa dizer que este Triatlo não era uma prioridade. O meu treino durante a semana foi durinho (incluindo séries na sexta-feira) e no próprio dia sentia um pouco o cansaço.
Após uma viagem um pouco atribulada (mais uma), com mais dois colegas do CFV, lá estávamos nós dentro da água (gelada) prontos para mais um triatlo.

Natação (750 metros)



Foto Gonçalo Pitarma Blog

O tiro, perdão, a corneta da partida soou e eu, que uma vez mais me resguardei, parto de trás para a frente.
Comecei no meio da confusão, e embora não fazendo a respiração a 3 braçadas, o medo de me afogar não existia e, inclusivamente ia passando alguns nadadores. Estava, de facto, no meio do pelotão, não levei nem dei porrada (tirando na passagem pelas boias, onde muita gente se acumulava num curto espaço).
O percurso favorecia tempos record. Quase metade era a favor da corrente, e o restante era na perpendicular. Quando saio da água, olho para o relógio e ainda está nos 14 minutos. Fantástico!
Acabei por fazer 0:14:38, para ser exacto e tinha deixado mais de 60 nadadores para trás, algo impensável há meia dúzia de meses.

Ciclismo (20 km)

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A transição para o ciclismo é que não correu tão bem. Demorei demasiado no parque e saí quando o meu relógio marcava 17 minutos. É uma situação que tenho que rever rapidamente.
Em cima da bicicleta senti-me muito à vontade. É certo que agora já existem atletas que me passam, mas continuei a fazer uma corrida de trás para a frente. Ia saltando de grupo em grupo, gerindo o esforço entre uns e outros e, volta e meia, encontrava bons parceiros para dividir o esforço.
Só que não se tratava de um percurso plano, tinha uma subida (não muito longa, diga-se) que deveria andar acima dos 6% e que partia os grupos volta após volta. Tendo em conta que eram três voltas, pode-se dizer que neste triatlo o ciclismo era durinho, mas não exagerado.
Acabei, no entanto, para fazer um tempo demasiado alto e para bater o record de Coimbra teria que fazer a corrida em 20 minutos. Os 46:06 que fiz deveram-se sobretudo à subida, que me impediu de fazer uma média acima de 30 km/h. De qualquer forma era o 149º tempo e permitiu que eu subisse bastantes lugares.

Corrida (5 km)
O último segmento era praticamente plano. Tentei dar o máximo mas já sentia algum cansaço, talvez devido à intensidade de treino durante a semana. Ganhei alguns lugares mas também fui ultrapassado por atletas que estavam bem rápidos. Percebi rapidamente que não ia bater o record, mas fui dando o máximo para fazer um bom tempo. Foram 22:13, nada de extraordinário mas aceitável, acabando por ser o melhor segmento em termos de classificação geral (147º).

Resultado Final
Acabei por não bater o record. O ciclismo neste triatlo era bem mais difícil que em Coimbra, e isto serve de explicação. Comparei o meu tempo com alguns atletas que fizeram um tempo semelhante em Coimbra e dei-lhes cerca de 4 minutos.
Desta vez não senti cãibras mas tinha dores musculares devido ao treino intenso. Ficam, no entanto, boas sensações para o próximo Triatlo em Coimbra. Fiquei em 160º com 1:22:54 entre 243 que acabaram (a 2/3 do topo da tabela). A natação ainda é o pior segmento, mas vem melhorando. Apesar disso subi 24 lugares no ciclismo e no atletismo.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Assinatura de Contrato



Os rumores já existiam há alguns meses mas finalmente é oficial. Miguel Torres assina pelo Clube Fluvial Vilacondense. Em declarações exclusivas a este blogue, Miguel Torres referiu que "O contrato já estava para ser assinado há algum tempo, até porque já treino com atletas do clube desde o início da época", que "É um orgulho representar o CFV, ainda para mais residindo no concelho de Vila do Conde." e, finalmente, "Vou defender a camisola do CFV contra tudo e contra todos", algo passível de ser rela já que o FCP não tem secção de triatlo.

Triatlo de Abrantes



Domingo vou a Abrantes. Espero que seja o primeiro triatlo que consiga terminar nesta época. Não será um percurso fácil (tem uma subida a rondar os 5%/6% de média que se repete 3 vezes) e tem curvas bastante técnicas. Não será uma prioridade da época, até porque para a semana há campeonato nacional universitário em Coimbra, e aí vou dar o máximo.
De qualquer forma o objectivo é simples: Bater este tempo: 1:21:33, o meu melhor triatlo.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

III Tri.. perdão Duatlo de Matosinhos

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Tal como tinha referido no post anterior, neste último sábado desloquei-me a Leça da Palmeira para o meu primeiro Duatlo Standard, que era, ao mesmo tempo, o Campeonato Nacional Individual.
Desta vez, e por estar perto de casa, cheguei ao local da prova quase 1h30m antes e fui dos primeiros a entrar no parque da transição. Fiz tudo nas calmas, procurei pontos de referência para quando fosse pegar na bicicleta, preparei reforço alimentar e deixei o parque ainda antes da maior parte do pessoal ter chegado.
Aqueci na companhia do João Fernandes e também do Rui Pena, fui até ao retorno final e estava tudo controlado. A única dúvida era em relação às voltas, na net diziam 1 volta pequena + 5 voltas grandes de bicicleta (40km) mas afinal seriam 6 voltas grandes (ou seja, cerca de 43km). De qualquer forma quando desse a primeira volta de bicicleta deveria estar prevenido para as duas possibilidades. Se não fosse esta dúvida seria uma perfeita preparação de prova.

1º Segmento - Corrida (9600m)


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Senti-me bem logo no início, tinha treinado bem, estava bom tempo (sobretudo pouco vento) e sabia que poderia tirar uns minutos ao meu melhor tempo aos 10 km (45:55 em Santo Tirso). Tinha, no entanto dúvidas sobre o ritmo a seguir e talvez tenha exagerado um pouco.
Cumpri a primeira volta praticamente ao ritmo do João Fernandes que estava uns 10 metros à minha frente, e ao fim da segunda, deixei-o escapar uns metros mas estava bem abaixo dos 20 minutos, ou seja menos de 4 min/km. A partir daí senti uma ligeira indisposição intestinal e fui sendo ultrapassado por alguns atletas.
Junto a mim nessa altura estava o Rui Pena, primeiro seguindo o meu ritmo e depois impondo o dele. Fui perdendo algum tempo para ele mas estava sempre uns 10/15 metros atrás Estas duas últimas voltas foram bem piores, mas, no conjunto, o tempo não foi mau (42:47)

Transição e 2º Segmento - Ciclismo (43.400m)




Demorei 1:30 na transição, o que terá sido demasiado. Passei algum tempo a beber, para não gastar o bidão do ciclismo (optei por nunca beber durante o atletismo) e não fui muito lesto a colocar o capacete. Quando saí do parque, o Rui Pena já tinha ido à vida dele há muito tempo e não consegui encontrar um grupo, pelo que fiquei sozinho.
Olhei para o céu, e o calor inicial tinha desaparecido. Uma enorme nuvem cinzenta tapava qualquer raio de sol. Aí comecei logo a pensar "Olha a nuvem do Eyjafjallajokull, hoje ninguém vai sair daqui a voar". Em primeiro lugar, aposto que os meus leitores devem ter alguma dificuldade em dizer o nome do vulcão finlandês e, em segundo, lugar estava bem enganado.
A nuvem, começou a despejar qualquer coisa cá para baixo com muita força. Batia forte fortemente e não parecia ter fim. Seria chuva seriam cinzas vulcânicas? Chuva não era certamente e as cinzas vulcânicas não batem assim. Estava a ver que era granizo.
E, apesar de não ter soprado vento durante a corrida, de repente lá começou ele. Comecei a pensar: "Já vi este filme em algum lado". Pois, tinha visto no ano anterior e era de terror. Chamava-se "Leça Windsaw Massacre" (Ou Massacre no Leça, em Português) e já tinha sido apresentado o ano passado naquele sítio. A única diferença era que nesta sequela fazia-se de sul para norte (e não de norte para sul) e trazia como novas personagens os destruidores Aguaceiros do Horror!
E lá estava eu, no início sozinho no meio do temporal a pedalar. Passei um ou dois atletas que tinham tirado o bilhete do regional e tentei apanhar um Intercidades Veterano que vinha de trás. Ainda seguimos meia volta em conjunto (cada um a puxar de cada vez), mas numa das vezes, quando me vou a levantar, e depois de várias ameaças, o músculo começa a prender.
Apesar de me ter sentido sempre bem em termos cardíacos, em termos musculares percebi que tenho que melhorar. Pela primeira vez senti o peso da transição para a bicicleta, talvez por ter puxado demasiado em 10 km de corrida. Acabei por deixar escapar o meu colega a poucos metros de alcançarmos o grupo da frente, que por sua vez era a junção de dois grupos. Ali terá sido a minha grande perda, já que aquela gente começou a trabalhar bem e eu estava cá atrás sozinho a lutar para me juntar a meia dúzia. Ia também cruzando com o Rui Pena, num grupo de 3, cerca de um minuto à minha frente. Não ia perdendo muito tempo para os da frente mas as dores musculares também não me deixavam forçar um pouco para os alcançar. Por outro lado, ninguém aparecia de trás e eu estava cada vez mais sozinho e a fazer quilómetros e quilómetros sempre em contra-relógio. Mas o pior ainda estava para vir...
Com o aumento da nuvem percebi de repente que as cinzas infiltraram-se nos meus travões e quando chego ao retorno norte na 3ª volta, despenho-me e vou a deslizar pelo chão. Senti tudo em câmara lenta "Olha, não trava! Já perdi o controlo! Vou cair! Já caí! Uff aterrei bem! Vou a deslizaaaaaaaaaaaaaaar! Olha um polícia! Olha um Espectador! Olha o Restaurante Rochedo!" E mesmo antes de entrar por uma janela do restaurante estragando provavelmente um casamento, um baptizado ou uma comunhão, parei de deslizar.


A azul, percurso a cair e a vermelho percurso a deslizar


Nesse momento já estava rodeado por 2 bombeiros. E faço aqui uma referência à excelente organização. Nos retornos estavam bombeiros e ambulâncias bem como junto à partida. Geralmente só dizemos mal do nosso país, mas tenho muitas dúvidas que lá fora existam provas com um grau de qualidade deste tipo. Ainda mal abria os olhos depois da valente queda, que já estavam duas pessoas a socorrer-me. Na altura sentia o lado esquerdo de todo o corpo ligeiramente dorido mas o que me doíam mais eram as pernas. A cãibras estavam ali e eram elas que me impediam de levantar.
Os bombeiros devem ter ficado um bocado atordoados. Então vem este gajo a deslizar pelo alcatrão, bate com o braço como quem parte a clavícula e quase que dá uma cabeçada no chão e põe-se a queixar de cãibras? Deve estar mas é maluco.
Mas, apesar de uma óbvia dúvida relativa à minha sanidade mental, acabaram por me ajudar e consegui levantar-me. Foi aí que vi a minha perna esfolada e senti queimaduras da coxa até à nádega bem como no tórax por baixo. Mas nada que me fizesse desistir.
Não sei quanto tempo perdi ali, mas deve ter rondado os 2 ou 3 minutos. Quando voltei ao selim estava um pouco dorido mas, sobretudo com muito medo. Mentalizei-me: Quero lá saber de tempos, vou é chegar ao final.
Em vez de me cruzar com o Rui junto aos retornos encontrei-o quase a meio do percurso, mas também me apercebi que poucos me tinham passado naquela pausa. Andei bastante a medo, porque o piso estava bastante molhada e quando cheguei ao retorno crítico só me faltou desmontar e fazê-lo a pé, tal a lentidão em que o fiz.
Foram 20 km assim, ainda segui um grupo mas comecei a ter medo de seguir na sua roda e acabar numa queda colectiva e fui ultrapassado por um ou dois ciclistas que até tinha passado antes.
Mas de repente, a pista foi-se tornando vazia. Não percebia porquê, ainda tinham muitos ficado atrás de mim na corrida e não me ultrapassaram assim tantos. Ou tinha tudo desistido ou estava a fazer uma volta a mais ou... havia ali uma série de batoteiros. Perguntei a um membro da organização: São seis voltas, não são? E ele respondeu afirmativamente. E de facto, cruzei-me com o Rui Pena na sua sexta volta, pelo que não devia estar enganado.
Acabei o ciclismo em 1h29, depois de uma segunda parte da corrida completamente à defesa e já com poucos atrás de mim.

2ª Transição e 3º Segmento - Corrida (4.800m)

Como me poupei na fase final da bicicleta, acabei por ultrapassar um pequeno grupo logo na saída da transição. Sentia-me bem fisicamente, já sem cãibras mas com dores devido à queda.
Foi então que percebi o que estava a acontecer. Ultrapasso um atleta veterano que tinha ficado bem atrás de mim na corrida e a quem estiva quase a dar uma volta de avanço no ciclismo quando caí. Como é que ele podia estar ali à minha frente? Tinha que estar quase 10 minutos atrás de mim. E ainda por cima notava-se bem, quando o ultrapassei levava quase o dobro da sua velocidade.
Mas, passando ao importante, na segunda volta senti mais o cansaço e mantive sempre a mesma posição. Ainda vi o João Fernandes em grandes dificuldades e procurei dar-lhe forças, mas mesmo assim acabou antes de mim (e com as voltas todas dadas).

Reflexões finais


Acabei numas verdadeiras 2:39:20 e num falso 95º lugar. Olhando para aqui, é fácil de ver a quantidade de atletas com maus tempos nas corridas que subitamente têm percursos de ciclismo bombásticos. Não me interessam quem são e, de facto, os lugares pouco interessam, mas deixou-me irritado. Se é certo que não estamos ali para competir, também não estamos para fazer batota, e há muito atletas que deviam rever o seu comportamento ético. Por outro lado, a arbitragem é tão exigente com algumas coisas (veja-se o caso de Bruno Pais no Ribatejo) mas deixou que alguns atletas não tenham feito o percurso completo e tenham ganho medalhas nas suas categorias.
Trata-se, por isso, de uma situação a rever. De qualquer forma, prefiro que falhem nisto e que continuem o bom trabalho no resto, nomeadamente com a assistência em caso de acidente.
No final, voltei à cruz vermelha onde fui desinfectado e tratado muito bem.
Hoje já estou menos queimado e quinta volto à piscina. Vem aí Abrantes e Coimbra!

Fotos roubadas escandalosamente à FTP e ao Eurico da AASM

sábado, 17 de abril de 2010

III Duatlo de Matosinhos



São 2h30 da manhã e ainda estou a trabalhar. Isto é um exagero. Daqui a umas horas estarei na marginal de Leça a participar no meu primeiro Duatlo Standard. Nunca participei numa prova com estas distâncias (9600 metros de corrida, 43 400 metros de ciclismo e 4 800 metros de corrida), por isso vai ser um desafio e pêras.
A minha grande dúvida está no ritmo. Devo dar o máximo nos primeiros 10km e bater o meu record nessa distância? Ou devo controlar para não ter nenhuma quebra nos 5 km finais?
Fica a dúvida e a certeza que o principal objectivo será acabar. Se for em menos de 2h30m tanto melhor.

domingo, 28 de março de 2010

I Duatlo BTT da Póvoa de Varzim

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(foto do Miguel Paiva)

Hoje participei no meu primeiro Duatlo BTT. Encarei-o como um treino e uma forma de moralização após dois passos em falso. Não apontei para nenhum tempo específico. A minha BTT não é grande coisa e o quadro é pequeno demais para a minha altura. Aliás, por esta última razão numa ida a Santiago acabei por ficar em Ponte de Lima ao final da manhã, sem poder mexer as pernas.
Sendo um treino, optei por ir de bicicleta desde casa, aumentando a quilometragem de 20 para 40km. Pouco tempo depois de chegar encontro o Miguel e o seu irmão, o Mark, o João e o Rui, sendo que os três primeiros estavam em estreia mundial em duatlo. Também encontrei o Tiago Maia, colega de treinos na piscina e que acabou por ser o vencedor dos sub-23.
Já tinha rodado bastante em cima da bicicleta e quando comecei a aquecer a corrida notei que era uma semi-transição. As pernas estavam um bocado presas mas não havia de ser nada.
Estava um pouco distraído na altura do tiro de partida, mas depressa comecei a ganhar lugares. O percurso estava um pouco enlameado em algumas zonas o que exigia algumas mudanças de ritmo. O que é certo é que me sentia bem e ia controlando o meu ritmo pelo Miguel Paiva (primeiro) e pelo Rui Pena (depois). Acabei por ultrapassar o Rui e cheguei à transição alguns segundos depois do Miguel, mais ou menos a meio da tabela. Olhei para o relógio e estava na casa dos 19, o que era um bom tempo.
A incógnita começou a seguir, nunca tinha feito uma prova de BTT em linha e provavelmente seria o meu pior sector, ao contrário do habitual. Não ganhei tantos lugares como o costume, mas também não perdi muitos. Mantive-me na média. O Rui passou-me e mostrou que para além de estar em forma sente-se muito à vontade neste terreno e acabei por ultrapassar o Miguel na primeira volta e o Mark na segunda. Apesar disso ambos fizeram uma excelente prova de bicicleta, já que raramente pegam no bicho e não terão perdido mais de 2 minutos para mim, que pego nele todas as semanas.
O percurso era muito técnico mas quase plano, o que não me beneficiava. Nunca fui nenhum malabarista e até jogo demasiado à defesa, prefiro subidas para ganhar tempo. Mas confesso que acaba por saber bem comer tanta lama, tanta água e tanta pedra. A parte pior do percurso era um pântano junto às estufas, que mais parecia o relvado da Luz no último Benfica-Porto.
Cheguei à última transição por volta da 1h18, ou seja, fiz os 20km em pouco menos de 1 hora. Nada de especial mas nada de decepcionante. No último sector, senti inícios de cãibras, fruto do tamanho do quadro. Consegui resistir, passando um atleta e sendo ultrapassado pelo outro.
O tempo final foi de 1:29:08, um 63º lugar, que é o meu melhor lugar de sempre numa prova de duatlo/triatlo. Curiosamente, fiz menos tempo este ano em BTT do que o ano passado em Matosinhos em estrada (1:34:35) o que é de facto um grande salto. Estou confiante nos novos resultados. O resto do pessoal também teve excelentes prestações. O João nos 20 primeiros do norte. O Rui fez abaixo dos 1:25 e o Miguel e o Mark ficaram a apenas 1 minuto de mim. Estou certo que todos se divertiram bastante.
No final, toca a voltar para casa de bicicleta!

quarta-feira, 24 de março de 2010

I Triatlo do Ribatejo




Estava tudo a postos para uma grande prova. Cerca de 300 triatletas em prova, a água a 16º C e centenas de bicicletas num enorme parque de transição. Mas, como me correria esta prova?

(suspense)

Primeiro vamos regressar umas horas atrás. São 8h e toca o despertador em Leiria, na casa da Leonor.
Lembrei-me que na semana anterior houve um grande descuido e quando cheguei ao Duatlo do Cadaval sem me ter inscrito (porque tinha estado na semana anterior em Londres a ver um jogo qualquer de futebol que não me lembro) dei com a porta do secretariado fechada. Parece que não fui o único, infelizmente. A minha participação no primeiro duatlo acabou por não existir.
Desta vez não podia vacilar. Acordei 3 horas antes do início da prova, saí de Leiria pouco mais de meia hora depois e cheguei a Santarém às 9h30 para pousar as minhas sapatilhas no parque de transição. Só que a partida era em Alpiarça, a poucos quilómetros da capital do Ribatejo. Às 9h45 lá saía eu em direcção a Alpiarça. No entanto, a ponte que liga os dois concelhos parece estar sempre longe, dou voltas pelo centro de Santarém e não encontro a estrada, e quando encontro, mais de 20 minutos depois, vejo que está fechada por causa... do triatlo.
Meia volta e o melhor é ir à volta, por um percurso com o dobro da distância, pela auto-estrada, ponte Salgueiro Maia, Almeirim e finalmente Alpiarça. Pelo meio mais enganos e chego à Barragem dos Patudos onde seria a natação 10h30 antes. Felizmente ainda esta tudo aberto, estaciono a bicicleta no parque juntamente com o meu amigo Jorge. Sem tempo para aquecer corro para a água e pronto, a prova estava prestes a iniciar-se. Desta vez nada me impediria de participar.
Com a pressa não pus a barra de medição da frequência cardíaca e ao tiro de partida não tenho tempo para ligar o relógio. Mas a prova começava e não podia esperar.
Senti algumas dificuldades no início. Muitos atletas por todos lados, uns a passar-me por cima, outros passo-lhes eu por cima, água muito turbulenta e dificuldades em acalmar. Durante os primeiros 300 metros foi assim. Não estava a conseguir usar a técnica convenientemente, só conseguia fazer a respiração a cada 2 braçadas e não a cada 3 e o stress que vinha de antes da prova não tinha parado. Só quando chego à primeira bóia, com menos atletas à minha volta e vendo que ainda existiam bastantes para trás é que comecei a melhorar. Alternava a respiração de 2 a 2 braçadas com 3 a 3, ia melhorando a técnica progressivamente e seguindo ao mesmo ritmo dos colegas do lado. Por fim, nos últimos 250 metros senti-me melhor, via a saída da água lá ao fundo e concentro-me finalmente nos meus movimentos. Vou conseguindo ultrapassar alguns nadadores (não muitos) e saio da água muito melhor do que entrei.
Quando chego ao parque de transição vejo muitas bicicletas ainda lá pousadas, o que me moraliza ainda mais. Geralmente a minha bicicleta estava ao lado de mais duas ou três apenas. Saio de bicicleta com força passando alguns atletas. Ao fundo vejo que se poderá formar um grupo e que se eu fizesse um forcing na primeira subida poderia chegar até lá.
A meio desse forcing sou ultrapassado por outro atleta e assusto-me guinando um pouco para o lado, junto à berma. Logo após a guinada ouço PUM! Lá se foi o pneu. Continuo a andar mas percebo que ainda faltam uns 18km e com a jante a bater no chão mais vale desistir.
Foi a minha primeira desistência numa prova desde um Grande Prémio de ciclismo júnior em Valadares (1999). Na natação, pode rasgar-se o fato, a touca ou os óculos que não é suficiente para desistir. No atletismo posso ficar sem sapatilhas que corro na mesma. No ciclismo, basta um furo que... lá se foi a prova.
Paciência.
Fiz 16 minutos na natação, ou seja, tirei cerca de 3 minutos ao meu melhor, e, tendo em conta que só nadei convenientemente nos últimos 250 metros, acho que ainda posso evoluir bastante neste segmento. Talvez descer para os 14 a curto prazo.
Agora resta continuar a treinar. 4 vezes por semana cada sector, esperando que este começo de época atribulado termine.

quinta-feira, 18 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

Triatlo do Ribatejo (expectativas)




No próximo domingo realiza-se o III Triatlo do Ribatejo, que será a minha primeira prova de Triatlo este ano, e a primeira competição desde Janeiro. Foram muitas horas na piscina (a grande maioria) e algumas a correr e a andar de bicicleta. Bater o meu recorde na distância sprint (1:21:33 em Coimbra 2009) será o mínimo dos mínimos. Mas quero mais, quero tirar vários minutos ao meu tempo na natação e ter uma prova de ciclismo e corrida ligeiramente melhor. 3 minutos abaixo de Coimbra será para mim uma prestação média e 5 minutos seria bom. Vamos então ver o que me espera.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

12ª S. Silvestre de Santo Tirso




No último sábado fui à prova de atletismo com mais Santos no nome em que alguma vez participei. De facto, São Silvestre de Santo Tirso acaba por ser um nome difícil de dizer e a prova também não é tão fácil quanto isso.
A ideia de participar nesta prova surgiu após a desilusão na S. Silvestre do Porto, onde tinha perdido uma boa oportunidade de bater a minha melhor marca dos 10.000 metros (46:42 na S. Silvestre do Porto de 2004). Na altura passou-me tudo pela cabeça, mas mais para o final da semana decidi participar numa das S. Silvestres do fim-de-semana seguinte.
A dúvida era entre Santo Tirso ou Valongo. Por um lado, Valongo é o concelho onde trabalho há dois anos, que conheço muito bem e, por isso, com um percurso familiar. No entanto a prova era de manhã e em Santo Tirso às 17h, o que prefiro sem qualquer dúvida. Para além disso, em Valongo o percurso não era de 10.000 metros certinhos, pelo que o desejo de um recorde não poderia ser cumprido. Mas, o que realmente influenciou a minha decisão foi o saco que ofereciam no final. 2 Jesuítas são 2 Jesuítas e perante um prémio desses optei claramente por Santo Tirso.
Desta vez cheguei a horas e levantei o dorsal sem problemas. Também verifiquei que a entrega de dorsais prolongou-se bem para lá da hora de fecho prevista e que ninguém morreu por causa disso. Nem foi necessário nenhum segurança junto à tenda de entrega. Pelo meio encontrei o Mark Velhote e o Rui Pena, que fizeram provas bem fortes (e melhores que a minha, já agora).
O meu objectivo, como disse, era bater o recorde e, se possível passar a barreira dos 45min. A prova, pelo que pensava seria quase plana, ou seja, mais fácil que a S. Silvestre do Porto. Muito me enganei...
Confesso que nunca me tinha apercebido que Santo Tirso tinha tantos altos e baixos. Naquela terra ou se sobe ou se desce, longe estava eu do plano. Destaco sobretudo a subida desde a ponte até à meta que segue ainda mais umas boas centenas de metros até à zona da variante. Não fica muito longe da subida da Praça da Liberdade até ao Marquês.
De qualquer forma senti-me relativamente bem, não com a forma antes do meu período de descanso, mas com tudo controlado para a fase da época em que estou. Também realço que apanhei uma constipação dois dias antes, pelo que a respiração só foi feita pela boca. Acabei por bater o recorde e baixar do minuto 46. Não foi perfeito, mas também não foi mau: 00:45:55 e o 351º lugar (se apagasse os 2 primeiros algarismos ficava até em primeiro).
A prova esteve muito bem organizado e funcionou tudo às mil maravilhas. A única nota negativa, para mim, foi o tempo de espera no final para receber os prémios. A ser revisto no próximo ano.