Há 1 semana
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Sra. da Assunção
Ontem aproveitei o S. João para um duplo treino. De manhã 3km a nadar e de tarde treino de subida, na Sra. da Assunção. Apesar de ir em ritmo de treino correu bem e baixei o meu record dos 28:36 para os 26:00. Agora é continuar a dar-lhe duro até Aveiro.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
XXVII Triatlo de Peniche
No último sábado fui à mais antiga prova de Triatlo do país, mas ainda com uma frescura assinalável.
Peniche é uma cidade muito interessante e única no nosso país. Em termos geográficos parece que quando os continentes se separaram a península de Peniche hesitou entre ficar em Portugal ou nos EUA. Optou pelos primeiros e deve-se ter arrependido. Quando era pequeno pensava que os penichenses eram inclusivamente pessoas frustradas, já que por pouco que não eram americanos.
Cheguei a Peniche ainda de manhã e pude comer um peixinho com a Leonor e começar a sentir o cheirinho a triatlo a circular nas ruas (bem melhor do que o cheiro a peixe, diga-se). Por volta das 14h estacionei tudo no parque de transição com muita calma e ainda tive tempo para ver as provas de aquatlo e de lazer.
Pelo meio ainda fui saudado por um triatleta de Almada que também costuma visitar o blogue (uma sensação estranha de fama) e passei algum tempo com os meus colegas do CFV (o Tiago Rola continua com azar nos problemas mecânicos, desta vez foi o desviador da frente que partiu) e com o Rui Pena e o Eurico Coelho da AASM.
Natação (750m)
Esta era a minha estreia em triatlos no mar mas quando olhei para o sítio onde íamos fazer a prova, percebi que de mar era só a água salgada, já que as ondas estavam todas em Supertubos. No entanto, a primeira boia parecia bastante longe e do pontão onde estava o público não se conseguia ver a totalidade do percurso o que dificultou a orientação.
Dentro de água percebi que existia uma certa corrente perpendicular ao troço até à primeira boia mas que estaria de frente no troço final, podendo complicar as coisas.
Soou a buzina de partida e a confusão habitual. Engulo mais uma vez pirolitos e desta vez de água salgada, o que me deixou com impressão na garganta até ao final do ciclismo. Pelo meio muita porrada mas consigo manter uma boa orientação até à primeira bóia. Muitos socos, patadas e cotoveladas pelo meio, mas nada fora do comum, todos eles resultavam do movimento de natação e não por capricho dos participantes.
O pior foi quando dobro a primeira boia. Primeiro, uma série de triatletas atiram-se por cima de mim para a agarrar enquanto eu vou a contorná-la a nado. Por fim, o meu colega de trás agarra-se à minha cintura com as duas mãos empurrando-me para o fundo. Estive quase a responder ao soco e ao pontapé, mas disse-lhe aquilo que uma pessoa geralmente diz a quem o tenta afogar, apesar de nem sequer o ver no meio da confusão. Um abraço (igual ao que me deu) para ele, desde já.
Da primeira para a segunda foi o meu melhor troço, um bocadinho menos confusão e corrente a favor. O pior foi o troço seguinte, que era contra a corrente e em que a confusão não desvanecia. Comecei aí a sentir que o tempo não seria grande coisa. Para finalizar a saída da água era por uma escada de pedra, mas desta vez nada de tonturas. Acabei por fazer 16:02, ou seja, mais 26 segundos que em Coimbra.
A corrente explica alguma coisa, mesmo os melhores demoraram mais cerca de 30 segundos que em coimbra, mas quando vi que o mar não era bravo pensei fazer bem melhor (nas séries na piscina fiz sempre 100m entre os 1:25 e os 1:30). Apesar disso, saí à frente de atletas que costumavam ganhar-me, o que não era mau de todo.
Ciclismo (21,7 km)
Ainda antes do ciclismo tenho que falar na transição. Desta vez estava cronometrada e eu fiz 1:36, o que será demasiado. Na próxima prova já terei sapatilhas de ciclismo com velcro a apertar e espero tirar pelo menos 30 segundos a este tempo. Não posso demorar tanto.
Quanto à prova de ciclismo, penso que foi a melhor de sempre. Pelo menos aquela em que eu me senti melhor e onde me diverti mais. Este ano senti que o meu ciclismo não estava grande coisa, até porque este muito mau tempo no Inverno, e que os progressos nas outras modalidades eram bem speriores aos registados em cima da bicicleta.
Talvez por não ter forçado na natação, estava com bastante energia e vendo um grupo formar-se mais à frente, puxei logo bastante à saída para colar no grupo onde estava, entre outros o Rui Pena, e duas triatletas femininas que pareciam estar em competição entre si. Encostei no grupo e a minha primeira reacção foi descansar, mas estava bastante atento ao que se passava.
Pouco depois, quando chegámos ao entroncamento junto ao mar senti a velocidade a reduzir e menos oportunidades para chegar ao grupo da frente. Fui para a frente do grupo e só parei de puxar quando encostei aos da frente, contando em momentos com ajuda de alguns colegas. Quando olhei para trás vi que o grupo tinha sido desmembrado, o que me deu ainda uma maior sensação de força.
Nas voltas seguintes a história foi mais ou menos parecida. Andei a saltar de grupo em grupo, encostando sempre aos da frente e deixando muitos para trás. No final acabamos por ser apenas 2, até que voltamos ao paralelo e levantei o pé para não me arriscar a uma queda (o percurso era algo sinuoso no regresso ao parque de transição). No final 41:15 (31,56 km/h de média) o que não é mau, tendo em conta que fui grande parte do tempo a puxar, estava algum vento e o percurso tinha muitos altos e baixos.
Corrida (4,8 km)
A última transição não me correu nada bem. Em primeiro lugar não consegui desapertar as sapatilhas em cima da bicicleta, depois tive de correr com elas até ao final do parque de transição e perdi demasiado tempo a desapertá-las e a trocar pelas de corrida. Foram 1:06, pelo que nas duas transições demorei 2:42, ou seja, muitíssimo tempo.
Talvez devido ao demasiado empenho na prova de ciclismo, na corrida acabei por sentir alguma fadiga muscular logo a seguir à transição. Nada de cãibras mas estava algo preso. Fui-me sentindo algo melhor, mas parecia que podia dar mais mas já não tinha força.
Esta corrida fez-se num percurso urbano, com algum sobe e desce mas com muito público que nos dava muita força. Tinha apontado para fazer 6 minutos por volta, mas vi logo que estava a fazer mais meio minuto de cada vez.
Quando cheguei ao fim, senti-me algo desapontado com a minha corrida, mas quando depois fui ver o tempo descobri que não tinha sido mau de todo (19:54, ou seja 4m09s por quilómetro).
Resultado Final
Não fiz melhor que em Coimbra em termos de tempo (1:19:55 contra 1:19:10) mas as condições eram muito diferentes. Quase todos os atletas demoraram mais e, tendo em conta que o número de participantes era o mesmo, o 151º lugar é muito melhor que o 174º de Coimbra. Não foi uma melhoria em termos de tempo, mas aproximei-me bastante do meio da tabela (à partida eram 280 triatletas), o que ainda é melhor já que nesta prova todos os atletas eram federados (e em Coimbra havia muita gente que não era federada).
Quanto ao mais antigo triatlo do país, só podia ser espectacular. Confesso que não gostei muito do percurso de natação, mas o ciclismo tinha uma paisagem fantástica e o atletismo era no centro histórico o que dava imenso prazer. O público, já habituado a estas provas, foi o melhor de todos.
Para terminar, o melhor do o fim-de-semana: visitei as Berlengas pela primeira vez e fiquei estarrecido com a beleza do local. Vale mesmo a pena visitar e aproveitar para nadar um pouco por entre os peixes.

Para terminar, o melhor do o fim-de-semana: visitei as Berlengas pela primeira vez e fiquei estarrecido com a beleza do local. Vale mesmo a pena visitar e aproveitar para nadar um pouco por entre os peixes.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Triatlo de Peniche
Amanhã vou participar no mais antigo Triatlo do país: Peniche. É a primeira vez que vou participar num triatlo no mar e, apesar de ter merulhado muito mais vezes no mar do que no rio, não vou traçar grandes objectivos.
O principal objectivo será sobreviver à natação e depois fazer bons percursos de bicicleta e a correr. Não vou apenas para treinar, vou para competir (os meus tempos em treinos de séries andam a descer bastante, o que me deixa bastante contente), mas não tenho uma meta específica, apenas chegar ao fim.
O principal objectivo será sobreviver à natação e depois fazer bons percursos de bicicleta e a correr. Não vou apenas para treinar, vou para competir (os meus tempos em treinos de séries andam a descer bastante, o que me deixa bastante contente), mas não tenho uma meta específica, apenas chegar ao fim.
terça-feira, 11 de maio de 2010
II Triatlo de Coimbra
No último domingo fui ao Triatlo de Coimbra. Este triatlo tem uma atmosfera fantástica, permitindo fotos como a que vemos em cima, tirada pela minha namorada, a Leonor, que fez uma excelente exibição neste desporto que é a fotografia [Já agora, ofereço um prémio ao primeiro que descobrir o Wally (Eu) na foto]. Para além disso ocorre num local que nos diz muito, o que me deu ainda maior prazer em fazer a prova. Com a meteorologia a ajudar, tudo estava perfeito, para uma prova que é cada vez mais a minha favorita.
Foi nesta prova que me estreei oficialmente pelo CFV, já que em Abrantes a inscrição ainda não estava finalizada. Participei também no Torneio Nacional Universitário pela Universidade do Porto, sendo que a nossa equipa era constituída por atletas do Fluvial Vilacondense e da Académica de São Mamede. Pelo meio pude também encontrar o Rui Pena, que se encontra a preparar mais um triatlo longo e o meu amigo Jorge Carneiro, que fazia os seu segundo triatlo... sem fato isotérmico.
Natação (750m)
Desta vez cheguei com tempo e pude fazer tudo nas calmas, controlar esquecimentos e aquecer convenientemente. No entanto, quando entro na água para aquecer, vejo logo que isso vai ser impossível, o mais provável era arrefecer e muito. A água estava gelada, a organização falava em 16ºC mas o mais provável era terem-se esquecido do sinal (-) antes do número. - 16ºC, devia ser essa a temperatura. Fiquei logo com dores de cabeça e a deixar de sentir mãos e os pés devido ao frio. Mas eu tinha fato isotérmico... e o Jorge? Demorou bastante mais a entrar na água, mas na partida lá estava ele e, imagine-se, nadou os 750m em 20 minutos sem fato isotérmico, o que atendendo à temperatura de -16ºC é um facto heróico. Eu acho que nem à primeira bóia chegava.
Quanto à minha prova, desta vez não tive tanta sorte como em Abrantes na parte inicial. Não levei porrada mas apareciam muitos nadadores à minha frente, muito desorientados e, no início, tive que contornar muito boa gente que teimava em nadar na perpendicular ao sentido do rio. Até à primeira bóia foi assim. Reparei também que os meus treinos de técnica de triatlo (com a cabeça bem levantada enquanto nado crol) resultaram . De vez em quando lá levantava a cabeça e continuava a nadar em direcção à bóia. Aconselho desde já todos os triatletas a fazerem isso, para que não haja tanta gente desorientada no início das provas.
Após a primeira bóia, dada a confusão, optei por deslocar-me mais para o exterior para evitar cotoveladas, mas acabei por contornar a segunda bóia muito por fora. A partir daí, o pelotão já estava muito mais esticado e pude concentrar-me muito mais na técnica e nadar com muito mais eficiência. Não fui mais rápido porque agora íamos contra a corrente, mas estava muito mais à vontade.
Na saída da água esperava-nos uma prancha, já que não tínhamos pé, o que originou uma quarta modalidade do triatlo: a Escalada. Mas mesmo com essa dificuldade adicional consegui chegar ao parque de transição 15:36 minutos após a partida, quase um minuto menos que no Ribatejo e um minuto a mais que em Abrantes, mas em Abrantes havia corrente sempre favorável e aqui não. Foi o 190º tempo em 259 participantes, o que significa que já há 69 piores que eu neste segmento.
Continuo a melhorar imenso na natação, e os 4 dias por semana a dar-lhe duro das 18h45 quase até às 21h estão a dar resultados. Entre Julho e Maio baixei dos 22 minutos (sem fato) para os 14/15 (com fato), mas sinto que ainda posso melhorar até ao final da época, sem conseguir definir quanto.
Melhorei também a transição, que terá sido feita em menos de dois minutos, depois do desastre em Abrantes. Tive novamente algumas tonturas na saída da água, mas tirei o fato com tempo e na bicicleta fui rápido a colocar o capacete e as botas. Também ainda poderá ser melhor mas para já estou satisfeito.
Ciclismo (23km +1)
Como tinha referido antes, o ciclismo deste ano era bastante mais complicado. O troço mais fácil pela Ponte Santa Clara tinha sido suprimido e o número de voltas tinha aumentado, bem como a própria distância. Pelo que medi eram 24km e não os 23km que a organização referia.
Comecei, como habitualmente, a ganhar lugares, saltando de corredor em corredor. Algum tempo depois fui apanhado por um grupo e segui na sua roda. E a um ritmo muito bom e ultrapassava muitos ciclistas rapidamente. Não conseguia puxar, tal a força de quem ia na frente, e acabei por me manter na cauda do grupo. Na subida mais puxada o elástico esticou... e partiu. Não estava bem colocado, perdi a roda e depois na descida já não havia hipótese de os apanhar.
No final da primeira volta estava como comecei, um pouco sozinho, ultrapassando alguns atletas fortes na natação mas mais fracos no ciclismo. Outra vez no mesmo sítio, surge um novo grupo e o filme repetiu-se. Exactamente igual. O mesmo erro de ficar na cauda, a subida, e lá iam eles na descida. Se em Abrantes usei a subida (mais dura, diga-se) para fazer a diferença, aqui a subida empurrou-me para baixo. Uma questão a rever.
Por fim, na terceira volta, outra vez um grupo vindo de trás. Mas desta vez já tinha aprendido (e os ciclistas não eram tão fortes). Coloquei-me bem, fui para a frente algumas vezes, e na subida fui eu a partir o grupo e a juntar-me a ciclistas que estavam mais à frente. Depois vinham a descida e o final do ciclismo.
O tempo nem foi mau de todo 45:33 incluindo pelo menos a primeira transição, o que significa uma média acima dos 30 km/h num percurso que não é propriamente plano. Não estou é habituado a ser passado no ciclismo, que também costuma a ser o melhor segmento. Fiz o 174º tempo em 263 participantes e isso não é propriamente brilhante para o habitual.
A transição correu muito bem, tive tempo para me descalçar ainda em cima da bicicleta e a passagem para o atletismo foi extremamente rápida.
Atletismo (5km - 0,66)
Quando saí do parque de transição olhei para o relógio ele marcava uma hora exacta, exactamente o mesmo tempo que marcava em Abrantes na mesma altura da prova. Desanimei um pouco, já que precisava de fazer os 5 km que faltavam em 21 minutos, o que não seria fácil. No entanto, estava reservada uma surpresa, o sector não tinha os 5km previstos mas algo como 4,36 km segundo as minhas medições.
Sem saber disso, comecei a acelerar, sentia-me bem e coloquei um ritmo que sabia estar próximo dos 4min/km. Aqui residiu uma grande diferença relativamente à prova anterior. Em lugar das dores musculares estava fresco e com muita força. Na última volta percebi que o record estava facilmente ao alcance. Mantive o ritmo até ao final e acabei este segmento em 18:00. Mesmo não tendo percorrido 5 km, acaba por ser uma média abaixo dos 4:10 min/km, o que é um excelente tempo para mim.
Foi claramente o meu melhor segmento, tendo feito o 149º tempo.
Resultado final
Acabei por fazer 1:19:10, bem abaixo do tempo do ano anterior (que também era o record anterior) 1:21:33. Foi claramente uma prestação superior, até porque a grande maioria das pessoas aumentou os seus tempos em 2 ou 3 minutos, devido à maior dificuldade e distância no troço de bicicleta.
Fiquei em 174º entre 278 atletas à partida (259 que terminaram) o que é um resultado muito próximo do de Abrantes (um pouco acima dos 2/3 da classificação).
Também foi o primeiro objectivo atingido da época: Bater o meu record de Triatlo Sprint.
A cereja no topo do bolo foi a subida ao pódio com a vitória da U. Porto no Torneio Nacional Universitário.
Cada vez gosto mais de triatlo. Acho que alguém que gosta de praticar desporto e que consiga nadar 750 metros só pode ficar viciado nisto. Só tenho pena de ter descoberto o triatlo aos 27 anos, andei a perder tempo escusadamente. Desafio todos os meus leitores a experimentarem uma vez, que decerto não será a única.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
II Triatlo de Coimbra
No próximo Domingo, regresso a Coimbra, onde fiz o meu melhor tempo em triatlo. Estou em muito melhor forma que na altura, a nadar e a correr bem melhor e a andar de bicicleta q.b. Preparei também esta prova para ser uma das prioridades da época e vou participar ao mesmo tempo na Taça de Portugal e no Torneio Nacional Universitário.
No entanto, a possibilidade de um novo record não é uma certeza, e por duas razões.
Em primeiro lugar o percurso é ligeiramente diferente: a parte mais plana da bicicleta foi suprimida e faz-se mais uma volta, ou seja, as partes mais complicadas repetem-se mais uma vez.
Em segundo lugar, as previsões meteorológicas não são grande coisa e o vento e a chuva podem voltar, condicionando velocidades de circulação em bicicleta.
Duvido que volte a fazer 14 minutos na natação, já que não vamos ser tão protegidos pela corrente como em Abrantes, mas devo fazer melhor nos outros sectores. Espero também ir subindo na classificação (melhor que os 2/3). Vamos lá ver como corre.
No entanto, a possibilidade de um novo record não é uma certeza, e por duas razões.
Em primeiro lugar o percurso é ligeiramente diferente: a parte mais plana da bicicleta foi suprimida e faz-se mais uma volta, ou seja, as partes mais complicadas repetem-se mais uma vez.
Em segundo lugar, as previsões meteorológicas não são grande coisa e o vento e a chuva podem voltar, condicionando velocidades de circulação em bicicleta.
Duvido que volte a fazer 14 minutos na natação, já que não vamos ser tão protegidos pela corrente como em Abrantes, mas devo fazer melhor nos outros sectores. Espero também ir subindo na classificação (melhor que os 2/3). Vamos lá ver como corre.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
III Triatlo de Abrantes
Antes de mais importa dizer que este Triatlo não era uma prioridade. O meu treino durante a semana foi durinho (incluindo séries na sexta-feira) e no próprio dia sentia um pouco o cansaço.
Após uma viagem um pouco atribulada (mais uma), com mais dois colegas do CFV, lá estávamos nós dentro da água (gelada) prontos para mais um triatlo.
Natação (750 metros)
Foto Gonçalo Pitarma Blog
O tiro, perdão, a corneta da partida soou e eu, que uma vez mais me resguardei, parto de trás para a frente.
Comecei no meio da confusão, e embora não fazendo a respiração a 3 braçadas, o medo de me afogar não existia e, inclusivamente ia passando alguns nadadores. Estava, de facto, no meio do pelotão, não levei nem dei porrada (tirando na passagem pelas boias, onde muita gente se acumulava num curto espaço).
O percurso favorecia tempos record. Quase metade era a favor da corrente, e o restante era na perpendicular. Quando saio da água, olho para o relógio e ainda está nos 14 minutos. Fantástico!
Acabei por fazer 0:14:38, para ser exacto e tinha deixado mais de 60 nadadores para trás, algo impensável há meia dúzia de meses.
Ciclismo (20 km)
A transição para o ciclismo é que não correu tão bem. Demorei demasiado no parque e saí quando o meu relógio marcava 17 minutos. É uma situação que tenho que rever rapidamente.
Em cima da bicicleta senti-me muito à vontade. É certo que agora já existem atletas que me passam, mas continuei a fazer uma corrida de trás para a frente. Ia saltando de grupo em grupo, gerindo o esforço entre uns e outros e, volta e meia, encontrava bons parceiros para dividir o esforço.
Só que não se tratava de um percurso plano, tinha uma subida (não muito longa, diga-se) que deveria andar acima dos 6% e que partia os grupos volta após volta. Tendo em conta que eram três voltas, pode-se dizer que neste triatlo o ciclismo era durinho, mas não exagerado.
Acabei, no entanto, para fazer um tempo demasiado alto e para bater o record de Coimbra teria que fazer a corrida em 20 minutos. Os 46:06 que fiz deveram-se sobretudo à subida, que me impediu de fazer uma média acima de 30 km/h. De qualquer forma era o 149º tempo e permitiu que eu subisse bastantes lugares.
Corrida (5 km)
O último segmento era praticamente plano. Tentei dar o máximo mas já sentia algum cansaço, talvez devido à intensidade de treino durante a semana. Ganhei alguns lugares mas também fui ultrapassado por atletas que estavam bem rápidos. Percebi rapidamente que não ia bater o record, mas fui dando o máximo para fazer um bom tempo. Foram 22:13, nada de extraordinário mas aceitável, acabando por ser o melhor segmento em termos de classificação geral (147º).
Resultado Final
Acabei por não bater o record. O ciclismo neste triatlo era bem mais difícil que em Coimbra, e isto serve de explicação. Comparei o meu tempo com alguns atletas que fizeram um tempo semelhante em Coimbra e dei-lhes cerca de 4 minutos.
Desta vez não senti cãibras mas tinha dores musculares devido ao treino intenso. Ficam, no entanto, boas sensações para o próximo Triatlo em Coimbra. Fiquei em 160º com 1:22:54 entre 243 que acabaram (a 2/3 do topo da tabela). A natação ainda é o pior segmento, mas vem melhorando. Apesar disso subi 24 lugares no ciclismo e no atletismo.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Assinatura de Contrato
Os rumores já existiam há alguns meses mas finalmente é oficial. Miguel Torres assina pelo Clube Fluvial Vilacondense. Em declarações exclusivas a este blogue, Miguel Torres referiu que "O contrato já estava para ser assinado há algum tempo, até porque já treino com atletas do clube desde o início da época", que "É um orgulho representar o CFV, ainda para mais residindo no concelho de Vila do Conde." e, finalmente, "Vou defender a camisola do CFV contra tudo e contra todos", algo passível de ser rela já que o FCP não tem secção de triatlo.
Triatlo de Abrantes
Domingo vou a Abrantes. Espero que seja o primeiro triatlo que consiga terminar nesta época. Não será um percurso fácil (tem uma subida a rondar os 5%/6% de média que se repete 3 vezes) e tem curvas bastante técnicas. Não será uma prioridade da época, até porque para a semana há campeonato nacional universitário em Coimbra, e aí vou dar o máximo.
De qualquer forma o objectivo é simples: Bater este tempo: 1:21:33, o meu melhor triatlo.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
III Tri.. perdão Duatlo de Matosinhos
Tal como tinha referido no post anterior, neste último sábado desloquei-me a Leça da Palmeira para o meu primeiro Duatlo Standard, que era, ao mesmo tempo, o Campeonato Nacional Individual.
Desta vez, e por estar perto de casa, cheguei ao local da prova quase 1h30m antes e fui dos primeiros a entrar no parque da transição. Fiz tudo nas calmas, procurei pontos de referência para quando fosse pegar na bicicleta, preparei reforço alimentar e deixei o parque ainda antes da maior parte do pessoal ter chegado.
Aqueci na companhia do João Fernandes e também do Rui Pena, fui até ao retorno final e estava tudo controlado. A única dúvida era em relação às voltas, na net diziam 1 volta pequena + 5 voltas grandes de bicicleta (40km) mas afinal seriam 6 voltas grandes (ou seja, cerca de 43km). De qualquer forma quando desse a primeira volta de bicicleta deveria estar prevenido para as duas possibilidades. Se não fosse esta dúvida seria uma perfeita preparação de prova.
1º Segmento - Corrida (9600m)
Senti-me bem logo no início, tinha treinado bem, estava bom tempo (sobretudo pouco vento) e sabia que poderia tirar uns minutos ao meu melhor tempo aos 10 km (45:55 em Santo Tirso). Tinha, no entanto dúvidas sobre o ritmo a seguir e talvez tenha exagerado um pouco.
Cumpri a primeira volta praticamente ao ritmo do João Fernandes que estava uns 10 metros à minha frente, e ao fim da segunda, deixei-o escapar uns metros mas estava bem abaixo dos 20 minutos, ou seja menos de 4 min/km. A partir daí senti uma ligeira indisposição intestinal e fui sendo ultrapassado por alguns atletas.
Junto a mim nessa altura estava o Rui Pena, primeiro seguindo o meu ritmo e depois impondo o dele. Fui perdendo algum tempo para ele mas estava sempre uns 10/15 metros atrás Estas duas últimas voltas foram bem piores, mas, no conjunto, o tempo não foi mau (42:47)
Transição e 2º Segmento - Ciclismo (43.400m)
Demorei 1:30 na transição, o que terá sido demasiado. Passei algum tempo a beber, para não gastar o bidão do ciclismo (optei por nunca beber durante o atletismo) e não fui muito lesto a colocar o capacete. Quando saí do parque, o Rui Pena já tinha ido à vida dele há muito tempo e não consegui encontrar um grupo, pelo que fiquei sozinho.
Olhei para o céu, e o calor inicial tinha desaparecido. Uma enorme nuvem cinzenta tapava qualquer raio de sol. Aí comecei logo a pensar "Olha a nuvem do Eyjafjallajokull, hoje ninguém vai sair daqui a voar". Em primeiro lugar, aposto que os meus leitores devem ter alguma dificuldade em dizer o nome do vulcão finlandês e, em segundo, lugar estava bem enganado.
A nuvem, começou a despejar qualquer coisa cá para baixo com muita força. Batia forte fortemente e não parecia ter fim. Seria chuva seriam cinzas vulcânicas? Chuva não era certamente e as cinzas vulcânicas não batem assim. Estava a ver que era granizo.
E, apesar de não ter soprado vento durante a corrida, de repente lá começou ele. Comecei a pensar: "Já vi este filme em algum lado". Pois, tinha visto no ano anterior e era de terror. Chamava-se "Leça Windsaw Massacre" (Ou Massacre no Leça, em Português) e já tinha sido apresentado o ano passado naquele sítio. A única diferença era que nesta sequela fazia-se de sul para norte (e não de norte para sul) e trazia como novas personagens os destruidores Aguaceiros do Horror!
E lá estava eu, no início sozinho no meio do temporal a pedalar. Passei um ou dois atletas que tinham tirado o bilhete do regional e tentei apanhar um Intercidades Veterano que vinha de trás. Ainda seguimos meia volta em conjunto (cada um a puxar de cada vez), mas numa das vezes, quando me vou a levantar, e depois de várias ameaças, o músculo começa a prender.
Apesar de me ter sentido sempre bem em termos cardíacos, em termos musculares percebi que tenho que melhorar. Pela primeira vez senti o peso da transição para a bicicleta, talvez por ter puxado demasiado em 10 km de corrida. Acabei por deixar escapar o meu colega a poucos metros de alcançarmos o grupo da frente, que por sua vez era a junção de dois grupos. Ali terá sido a minha grande perda, já que aquela gente começou a trabalhar bem e eu estava cá atrás sozinho a lutar para me juntar a meia dúzia. Ia também cruzando com o Rui Pena, num grupo de 3, cerca de um minuto à minha frente. Não ia perdendo muito tempo para os da frente mas as dores musculares também não me deixavam forçar um pouco para os alcançar. Por outro lado, ninguém aparecia de trás e eu estava cada vez mais sozinho e a fazer quilómetros e quilómetros sempre em contra-relógio. Mas o pior ainda estava para vir...
Com o aumento da nuvem percebi de repente que as cinzas infiltraram-se nos meus travões e quando chego ao retorno norte na 3ª volta, despenho-me e vou a deslizar pelo chão. Senti tudo em câmara lenta "Olha, não trava! Já perdi o controlo! Vou cair! Já caí! Uff aterrei bem! Vou a deslizaaaaaaaaaaaaaaar! Olha um polícia! Olha um Espectador! Olha o Restaurante Rochedo!" E mesmo antes de entrar por uma janela do restaurante estragando provavelmente um casamento, um baptizado ou uma comunhão, parei de deslizar.
Nesse momento já estava rodeado por 2 bombeiros. E faço aqui uma referência à excelente organização. Nos retornos estavam bombeiros e ambulâncias bem como junto à partida. Geralmente só dizemos mal do nosso país, mas tenho muitas dúvidas que lá fora existam provas com um grau de qualidade deste tipo. Ainda mal abria os olhos depois da valente queda, que já estavam duas pessoas a socorrer-me. Na altura sentia o lado esquerdo de todo o corpo ligeiramente dorido mas o que me doíam mais eram as pernas. A cãibras estavam ali e eram elas que me impediam de levantar.
Os bombeiros devem ter ficado um bocado atordoados. Então vem este gajo a deslizar pelo alcatrão, bate com o braço como quem parte a clavícula e quase que dá uma cabeçada no chão e põe-se a queixar de cãibras? Deve estar mas é maluco.
Mas, apesar de uma óbvia dúvida relativa à minha sanidade mental, acabaram por me ajudar e consegui levantar-me. Foi aí que vi a minha perna esfolada e senti queimaduras da coxa até à nádega bem como no tórax por baixo. Mas nada que me fizesse desistir.
Não sei quanto tempo perdi ali, mas deve ter rondado os 2 ou 3 minutos. Quando voltei ao selim estava um pouco dorido mas, sobretudo com muito medo. Mentalizei-me: Quero lá saber de tempos, vou é chegar ao final.
Em vez de me cruzar com o Rui junto aos retornos encontrei-o quase a meio do percurso, mas também me apercebi que poucos me tinham passado naquela pausa. Andei bastante a medo, porque o piso estava bastante molhada e quando cheguei ao retorno crítico só me faltou desmontar e fazê-lo a pé, tal a lentidão em que o fiz.
Foram 20 km assim, ainda segui um grupo mas comecei a ter medo de seguir na sua roda e acabar numa queda colectiva e fui ultrapassado por um ou dois ciclistas que até tinha passado antes.
Mas de repente, a pista foi-se tornando vazia. Não percebia porquê, ainda tinham muitos ficado atrás de mim na corrida e não me ultrapassaram assim tantos. Ou tinha tudo desistido ou estava a fazer uma volta a mais ou... havia ali uma série de batoteiros. Perguntei a um membro da organização: São seis voltas, não são? E ele respondeu afirmativamente. E de facto, cruzei-me com o Rui Pena na sua sexta volta, pelo que não devia estar enganado.
Acabei o ciclismo em 1h29, depois de uma segunda parte da corrida completamente à defesa e já com poucos atrás de mim.
2ª Transição e 3º Segmento - Corrida (4.800m)
Como me poupei na fase final da bicicleta, acabei por ultrapassar um pequeno grupo logo na saída da transição. Sentia-me bem fisicamente, já sem cãibras mas com dores devido à queda.
Foi então que percebi o que estava a acontecer. Ultrapasso um atleta veterano que tinha ficado bem atrás de mim na corrida e a quem estiva quase a dar uma volta de avanço no ciclismo quando caí. Como é que ele podia estar ali à minha frente? Tinha que estar quase 10 minutos atrás de mim. E ainda por cima notava-se bem, quando o ultrapassei levava quase o dobro da sua velocidade.
Mas, passando ao importante, na segunda volta senti mais o cansaço e mantive sempre a mesma posição. Ainda vi o João Fernandes em grandes dificuldades e procurei dar-lhe forças, mas mesmo assim acabou antes de mim (e com as voltas todas dadas).
Reflexões finais
Acabei numas verdadeiras 2:39:20 e num falso 95º lugar. Olhando para aqui, é fácil de ver a quantidade de atletas com maus tempos nas corridas que subitamente têm percursos de ciclismo bombásticos. Não me interessam quem são e, de facto, os lugares pouco interessam, mas deixou-me irritado. Se é certo que não estamos ali para competir, também não estamos para fazer batota, e há muito atletas que deviam rever o seu comportamento ético. Por outro lado, a arbitragem é tão exigente com algumas coisas (veja-se o caso de Bruno Pais no Ribatejo) mas deixou que alguns atletas não tenham feito o percurso completo e tenham ganho medalhas nas suas categorias.
Trata-se, por isso, de uma situação a rever. De qualquer forma, prefiro que falhem nisto e que continuem o bom trabalho no resto, nomeadamente com a assistência em caso de acidente.
No final, voltei à cruz vermelha onde fui desinfectado e tratado muito bem.
Hoje já estou menos queimado e quinta volto à piscina. Vem aí Abrantes e Coimbra!
Fotos roubadas escandalosamente à FTP e ao Eurico da AASM
sábado, 17 de abril de 2010
III Duatlo de Matosinhos
São 2h30 da manhã e ainda estou a trabalhar. Isto é um exagero. Daqui a umas horas estarei na marginal de Leça a participar no meu primeiro Duatlo Standard. Nunca participei numa prova com estas distâncias (9600 metros de corrida, 43 400 metros de ciclismo e 4 800 metros de corrida), por isso vai ser um desafio e pêras.
A minha grande dúvida está no ritmo. Devo dar o máximo nos primeiros 10km e bater o meu record nessa distância? Ou devo controlar para não ter nenhuma quebra nos 5 km finais?
Fica a dúvida e a certeza que o principal objectivo será acabar. Se for em menos de 2h30m tanto melhor.
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