sexta-feira, 7 de maio de 2010

II Triatlo de Coimbra

No próximo Domingo, regresso a Coimbra, onde fiz o meu melhor tempo em triatlo. Estou em muito melhor forma que na altura, a nadar e a correr bem melhor e a andar de bicicleta q.b. Preparei também esta prova para ser uma das prioridades da época e vou participar ao mesmo tempo na Taça de Portugal e no Torneio Nacional Universitário.
No entanto, a possibilidade de um novo record não é uma certeza, e por duas razões.
Em primeiro lugar o percurso é ligeiramente diferente: a parte mais plana da bicicleta foi suprimida e faz-se mais uma volta, ou seja, as partes mais complicadas repetem-se mais uma vez.
Em segundo lugar, as previsões meteorológicas não são grande coisa e o vento e a chuva podem voltar, condicionando velocidades de circulação em bicicleta.
Duvido que volte a fazer 14 minutos na natação, já que não vamos ser tão protegidos pela corrente como em Abrantes, mas devo fazer melhor nos outros sectores. Espero também ir subindo na classificação (melhor que os 2/3). Vamos lá ver como corre.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

III Triatlo de Abrantes

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Antes de mais importa dizer que este Triatlo não era uma prioridade. O meu treino durante a semana foi durinho (incluindo séries na sexta-feira) e no próprio dia sentia um pouco o cansaço.
Após uma viagem um pouco atribulada (mais uma), com mais dois colegas do CFV, lá estávamos nós dentro da água (gelada) prontos para mais um triatlo.

Natação (750 metros)



Foto Gonçalo Pitarma Blog

O tiro, perdão, a corneta da partida soou e eu, que uma vez mais me resguardei, parto de trás para a frente.
Comecei no meio da confusão, e embora não fazendo a respiração a 3 braçadas, o medo de me afogar não existia e, inclusivamente ia passando alguns nadadores. Estava, de facto, no meio do pelotão, não levei nem dei porrada (tirando na passagem pelas boias, onde muita gente se acumulava num curto espaço).
O percurso favorecia tempos record. Quase metade era a favor da corrente, e o restante era na perpendicular. Quando saio da água, olho para o relógio e ainda está nos 14 minutos. Fantástico!
Acabei por fazer 0:14:38, para ser exacto e tinha deixado mais de 60 nadadores para trás, algo impensável há meia dúzia de meses.

Ciclismo (20 km)

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A transição para o ciclismo é que não correu tão bem. Demorei demasiado no parque e saí quando o meu relógio marcava 17 minutos. É uma situação que tenho que rever rapidamente.
Em cima da bicicleta senti-me muito à vontade. É certo que agora já existem atletas que me passam, mas continuei a fazer uma corrida de trás para a frente. Ia saltando de grupo em grupo, gerindo o esforço entre uns e outros e, volta e meia, encontrava bons parceiros para dividir o esforço.
Só que não se tratava de um percurso plano, tinha uma subida (não muito longa, diga-se) que deveria andar acima dos 6% e que partia os grupos volta após volta. Tendo em conta que eram três voltas, pode-se dizer que neste triatlo o ciclismo era durinho, mas não exagerado.
Acabei, no entanto, para fazer um tempo demasiado alto e para bater o record de Coimbra teria que fazer a corrida em 20 minutos. Os 46:06 que fiz deveram-se sobretudo à subida, que me impediu de fazer uma média acima de 30 km/h. De qualquer forma era o 149º tempo e permitiu que eu subisse bastantes lugares.

Corrida (5 km)
O último segmento era praticamente plano. Tentei dar o máximo mas já sentia algum cansaço, talvez devido à intensidade de treino durante a semana. Ganhei alguns lugares mas também fui ultrapassado por atletas que estavam bem rápidos. Percebi rapidamente que não ia bater o record, mas fui dando o máximo para fazer um bom tempo. Foram 22:13, nada de extraordinário mas aceitável, acabando por ser o melhor segmento em termos de classificação geral (147º).

Resultado Final
Acabei por não bater o record. O ciclismo neste triatlo era bem mais difícil que em Coimbra, e isto serve de explicação. Comparei o meu tempo com alguns atletas que fizeram um tempo semelhante em Coimbra e dei-lhes cerca de 4 minutos.
Desta vez não senti cãibras mas tinha dores musculares devido ao treino intenso. Ficam, no entanto, boas sensações para o próximo Triatlo em Coimbra. Fiquei em 160º com 1:22:54 entre 243 que acabaram (a 2/3 do topo da tabela). A natação ainda é o pior segmento, mas vem melhorando. Apesar disso subi 24 lugares no ciclismo e no atletismo.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Assinatura de Contrato



Os rumores já existiam há alguns meses mas finalmente é oficial. Miguel Torres assina pelo Clube Fluvial Vilacondense. Em declarações exclusivas a este blogue, Miguel Torres referiu que "O contrato já estava para ser assinado há algum tempo, até porque já treino com atletas do clube desde o início da época", que "É um orgulho representar o CFV, ainda para mais residindo no concelho de Vila do Conde." e, finalmente, "Vou defender a camisola do CFV contra tudo e contra todos", algo passível de ser rela já que o FCP não tem secção de triatlo.

Triatlo de Abrantes



Domingo vou a Abrantes. Espero que seja o primeiro triatlo que consiga terminar nesta época. Não será um percurso fácil (tem uma subida a rondar os 5%/6% de média que se repete 3 vezes) e tem curvas bastante técnicas. Não será uma prioridade da época, até porque para a semana há campeonato nacional universitário em Coimbra, e aí vou dar o máximo.
De qualquer forma o objectivo é simples: Bater este tempo: 1:21:33, o meu melhor triatlo.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

III Tri.. perdão Duatlo de Matosinhos

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Tal como tinha referido no post anterior, neste último sábado desloquei-me a Leça da Palmeira para o meu primeiro Duatlo Standard, que era, ao mesmo tempo, o Campeonato Nacional Individual.
Desta vez, e por estar perto de casa, cheguei ao local da prova quase 1h30m antes e fui dos primeiros a entrar no parque da transição. Fiz tudo nas calmas, procurei pontos de referência para quando fosse pegar na bicicleta, preparei reforço alimentar e deixei o parque ainda antes da maior parte do pessoal ter chegado.
Aqueci na companhia do João Fernandes e também do Rui Pena, fui até ao retorno final e estava tudo controlado. A única dúvida era em relação às voltas, na net diziam 1 volta pequena + 5 voltas grandes de bicicleta (40km) mas afinal seriam 6 voltas grandes (ou seja, cerca de 43km). De qualquer forma quando desse a primeira volta de bicicleta deveria estar prevenido para as duas possibilidades. Se não fosse esta dúvida seria uma perfeita preparação de prova.

1º Segmento - Corrida (9600m)


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Senti-me bem logo no início, tinha treinado bem, estava bom tempo (sobretudo pouco vento) e sabia que poderia tirar uns minutos ao meu melhor tempo aos 10 km (45:55 em Santo Tirso). Tinha, no entanto dúvidas sobre o ritmo a seguir e talvez tenha exagerado um pouco.
Cumpri a primeira volta praticamente ao ritmo do João Fernandes que estava uns 10 metros à minha frente, e ao fim da segunda, deixei-o escapar uns metros mas estava bem abaixo dos 20 minutos, ou seja menos de 4 min/km. A partir daí senti uma ligeira indisposição intestinal e fui sendo ultrapassado por alguns atletas.
Junto a mim nessa altura estava o Rui Pena, primeiro seguindo o meu ritmo e depois impondo o dele. Fui perdendo algum tempo para ele mas estava sempre uns 10/15 metros atrás Estas duas últimas voltas foram bem piores, mas, no conjunto, o tempo não foi mau (42:47)

Transição e 2º Segmento - Ciclismo (43.400m)




Demorei 1:30 na transição, o que terá sido demasiado. Passei algum tempo a beber, para não gastar o bidão do ciclismo (optei por nunca beber durante o atletismo) e não fui muito lesto a colocar o capacete. Quando saí do parque, o Rui Pena já tinha ido à vida dele há muito tempo e não consegui encontrar um grupo, pelo que fiquei sozinho.
Olhei para o céu, e o calor inicial tinha desaparecido. Uma enorme nuvem cinzenta tapava qualquer raio de sol. Aí comecei logo a pensar "Olha a nuvem do Eyjafjallajokull, hoje ninguém vai sair daqui a voar". Em primeiro lugar, aposto que os meus leitores devem ter alguma dificuldade em dizer o nome do vulcão finlandês e, em segundo, lugar estava bem enganado.
A nuvem, começou a despejar qualquer coisa cá para baixo com muita força. Batia forte fortemente e não parecia ter fim. Seria chuva seriam cinzas vulcânicas? Chuva não era certamente e as cinzas vulcânicas não batem assim. Estava a ver que era granizo.
E, apesar de não ter soprado vento durante a corrida, de repente lá começou ele. Comecei a pensar: "Já vi este filme em algum lado". Pois, tinha visto no ano anterior e era de terror. Chamava-se "Leça Windsaw Massacre" (Ou Massacre no Leça, em Português) e já tinha sido apresentado o ano passado naquele sítio. A única diferença era que nesta sequela fazia-se de sul para norte (e não de norte para sul) e trazia como novas personagens os destruidores Aguaceiros do Horror!
E lá estava eu, no início sozinho no meio do temporal a pedalar. Passei um ou dois atletas que tinham tirado o bilhete do regional e tentei apanhar um Intercidades Veterano que vinha de trás. Ainda seguimos meia volta em conjunto (cada um a puxar de cada vez), mas numa das vezes, quando me vou a levantar, e depois de várias ameaças, o músculo começa a prender.
Apesar de me ter sentido sempre bem em termos cardíacos, em termos musculares percebi que tenho que melhorar. Pela primeira vez senti o peso da transição para a bicicleta, talvez por ter puxado demasiado em 10 km de corrida. Acabei por deixar escapar o meu colega a poucos metros de alcançarmos o grupo da frente, que por sua vez era a junção de dois grupos. Ali terá sido a minha grande perda, já que aquela gente começou a trabalhar bem e eu estava cá atrás sozinho a lutar para me juntar a meia dúzia. Ia também cruzando com o Rui Pena, num grupo de 3, cerca de um minuto à minha frente. Não ia perdendo muito tempo para os da frente mas as dores musculares também não me deixavam forçar um pouco para os alcançar. Por outro lado, ninguém aparecia de trás e eu estava cada vez mais sozinho e a fazer quilómetros e quilómetros sempre em contra-relógio. Mas o pior ainda estava para vir...
Com o aumento da nuvem percebi de repente que as cinzas infiltraram-se nos meus travões e quando chego ao retorno norte na 3ª volta, despenho-me e vou a deslizar pelo chão. Senti tudo em câmara lenta "Olha, não trava! Já perdi o controlo! Vou cair! Já caí! Uff aterrei bem! Vou a deslizaaaaaaaaaaaaaaar! Olha um polícia! Olha um Espectador! Olha o Restaurante Rochedo!" E mesmo antes de entrar por uma janela do restaurante estragando provavelmente um casamento, um baptizado ou uma comunhão, parei de deslizar.


A azul, percurso a cair e a vermelho percurso a deslizar


Nesse momento já estava rodeado por 2 bombeiros. E faço aqui uma referência à excelente organização. Nos retornos estavam bombeiros e ambulâncias bem como junto à partida. Geralmente só dizemos mal do nosso país, mas tenho muitas dúvidas que lá fora existam provas com um grau de qualidade deste tipo. Ainda mal abria os olhos depois da valente queda, que já estavam duas pessoas a socorrer-me. Na altura sentia o lado esquerdo de todo o corpo ligeiramente dorido mas o que me doíam mais eram as pernas. A cãibras estavam ali e eram elas que me impediam de levantar.
Os bombeiros devem ter ficado um bocado atordoados. Então vem este gajo a deslizar pelo alcatrão, bate com o braço como quem parte a clavícula e quase que dá uma cabeçada no chão e põe-se a queixar de cãibras? Deve estar mas é maluco.
Mas, apesar de uma óbvia dúvida relativa à minha sanidade mental, acabaram por me ajudar e consegui levantar-me. Foi aí que vi a minha perna esfolada e senti queimaduras da coxa até à nádega bem como no tórax por baixo. Mas nada que me fizesse desistir.
Não sei quanto tempo perdi ali, mas deve ter rondado os 2 ou 3 minutos. Quando voltei ao selim estava um pouco dorido mas, sobretudo com muito medo. Mentalizei-me: Quero lá saber de tempos, vou é chegar ao final.
Em vez de me cruzar com o Rui junto aos retornos encontrei-o quase a meio do percurso, mas também me apercebi que poucos me tinham passado naquela pausa. Andei bastante a medo, porque o piso estava bastante molhada e quando cheguei ao retorno crítico só me faltou desmontar e fazê-lo a pé, tal a lentidão em que o fiz.
Foram 20 km assim, ainda segui um grupo mas comecei a ter medo de seguir na sua roda e acabar numa queda colectiva e fui ultrapassado por um ou dois ciclistas que até tinha passado antes.
Mas de repente, a pista foi-se tornando vazia. Não percebia porquê, ainda tinham muitos ficado atrás de mim na corrida e não me ultrapassaram assim tantos. Ou tinha tudo desistido ou estava a fazer uma volta a mais ou... havia ali uma série de batoteiros. Perguntei a um membro da organização: São seis voltas, não são? E ele respondeu afirmativamente. E de facto, cruzei-me com o Rui Pena na sua sexta volta, pelo que não devia estar enganado.
Acabei o ciclismo em 1h29, depois de uma segunda parte da corrida completamente à defesa e já com poucos atrás de mim.

2ª Transição e 3º Segmento - Corrida (4.800m)

Como me poupei na fase final da bicicleta, acabei por ultrapassar um pequeno grupo logo na saída da transição. Sentia-me bem fisicamente, já sem cãibras mas com dores devido à queda.
Foi então que percebi o que estava a acontecer. Ultrapasso um atleta veterano que tinha ficado bem atrás de mim na corrida e a quem estiva quase a dar uma volta de avanço no ciclismo quando caí. Como é que ele podia estar ali à minha frente? Tinha que estar quase 10 minutos atrás de mim. E ainda por cima notava-se bem, quando o ultrapassei levava quase o dobro da sua velocidade.
Mas, passando ao importante, na segunda volta senti mais o cansaço e mantive sempre a mesma posição. Ainda vi o João Fernandes em grandes dificuldades e procurei dar-lhe forças, mas mesmo assim acabou antes de mim (e com as voltas todas dadas).

Reflexões finais


Acabei numas verdadeiras 2:39:20 e num falso 95º lugar. Olhando para aqui, é fácil de ver a quantidade de atletas com maus tempos nas corridas que subitamente têm percursos de ciclismo bombásticos. Não me interessam quem são e, de facto, os lugares pouco interessam, mas deixou-me irritado. Se é certo que não estamos ali para competir, também não estamos para fazer batota, e há muito atletas que deviam rever o seu comportamento ético. Por outro lado, a arbitragem é tão exigente com algumas coisas (veja-se o caso de Bruno Pais no Ribatejo) mas deixou que alguns atletas não tenham feito o percurso completo e tenham ganho medalhas nas suas categorias.
Trata-se, por isso, de uma situação a rever. De qualquer forma, prefiro que falhem nisto e que continuem o bom trabalho no resto, nomeadamente com a assistência em caso de acidente.
No final, voltei à cruz vermelha onde fui desinfectado e tratado muito bem.
Hoje já estou menos queimado e quinta volto à piscina. Vem aí Abrantes e Coimbra!

Fotos roubadas escandalosamente à FTP e ao Eurico da AASM

sábado, 17 de abril de 2010

III Duatlo de Matosinhos



São 2h30 da manhã e ainda estou a trabalhar. Isto é um exagero. Daqui a umas horas estarei na marginal de Leça a participar no meu primeiro Duatlo Standard. Nunca participei numa prova com estas distâncias (9600 metros de corrida, 43 400 metros de ciclismo e 4 800 metros de corrida), por isso vai ser um desafio e pêras.
A minha grande dúvida está no ritmo. Devo dar o máximo nos primeiros 10km e bater o meu record nessa distância? Ou devo controlar para não ter nenhuma quebra nos 5 km finais?
Fica a dúvida e a certeza que o principal objectivo será acabar. Se for em menos de 2h30m tanto melhor.

domingo, 28 de março de 2010

I Duatlo BTT da Póvoa de Varzim

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(foto do Miguel Paiva)

Hoje participei no meu primeiro Duatlo BTT. Encarei-o como um treino e uma forma de moralização após dois passos em falso. Não apontei para nenhum tempo específico. A minha BTT não é grande coisa e o quadro é pequeno demais para a minha altura. Aliás, por esta última razão numa ida a Santiago acabei por ficar em Ponte de Lima ao final da manhã, sem poder mexer as pernas.
Sendo um treino, optei por ir de bicicleta desde casa, aumentando a quilometragem de 20 para 40km. Pouco tempo depois de chegar encontro o Miguel e o seu irmão, o Mark, o João e o Rui, sendo que os três primeiros estavam em estreia mundial em duatlo. Também encontrei o Tiago Maia, colega de treinos na piscina e que acabou por ser o vencedor dos sub-23.
Já tinha rodado bastante em cima da bicicleta e quando comecei a aquecer a corrida notei que era uma semi-transição. As pernas estavam um bocado presas mas não havia de ser nada.
Estava um pouco distraído na altura do tiro de partida, mas depressa comecei a ganhar lugares. O percurso estava um pouco enlameado em algumas zonas o que exigia algumas mudanças de ritmo. O que é certo é que me sentia bem e ia controlando o meu ritmo pelo Miguel Paiva (primeiro) e pelo Rui Pena (depois). Acabei por ultrapassar o Rui e cheguei à transição alguns segundos depois do Miguel, mais ou menos a meio da tabela. Olhei para o relógio e estava na casa dos 19, o que era um bom tempo.
A incógnita começou a seguir, nunca tinha feito uma prova de BTT em linha e provavelmente seria o meu pior sector, ao contrário do habitual. Não ganhei tantos lugares como o costume, mas também não perdi muitos. Mantive-me na média. O Rui passou-me e mostrou que para além de estar em forma sente-se muito à vontade neste terreno e acabei por ultrapassar o Miguel na primeira volta e o Mark na segunda. Apesar disso ambos fizeram uma excelente prova de bicicleta, já que raramente pegam no bicho e não terão perdido mais de 2 minutos para mim, que pego nele todas as semanas.
O percurso era muito técnico mas quase plano, o que não me beneficiava. Nunca fui nenhum malabarista e até jogo demasiado à defesa, prefiro subidas para ganhar tempo. Mas confesso que acaba por saber bem comer tanta lama, tanta água e tanta pedra. A parte pior do percurso era um pântano junto às estufas, que mais parecia o relvado da Luz no último Benfica-Porto.
Cheguei à última transição por volta da 1h18, ou seja, fiz os 20km em pouco menos de 1 hora. Nada de especial mas nada de decepcionante. No último sector, senti inícios de cãibras, fruto do tamanho do quadro. Consegui resistir, passando um atleta e sendo ultrapassado pelo outro.
O tempo final foi de 1:29:08, um 63º lugar, que é o meu melhor lugar de sempre numa prova de duatlo/triatlo. Curiosamente, fiz menos tempo este ano em BTT do que o ano passado em Matosinhos em estrada (1:34:35) o que é de facto um grande salto. Estou confiante nos novos resultados. O resto do pessoal também teve excelentes prestações. O João nos 20 primeiros do norte. O Rui fez abaixo dos 1:25 e o Miguel e o Mark ficaram a apenas 1 minuto de mim. Estou certo que todos se divertiram bastante.
No final, toca a voltar para casa de bicicleta!

quarta-feira, 24 de março de 2010

I Triatlo do Ribatejo




Estava tudo a postos para uma grande prova. Cerca de 300 triatletas em prova, a água a 16º C e centenas de bicicletas num enorme parque de transição. Mas, como me correria esta prova?

(suspense)

Primeiro vamos regressar umas horas atrás. São 8h e toca o despertador em Leiria, na casa da Leonor.
Lembrei-me que na semana anterior houve um grande descuido e quando cheguei ao Duatlo do Cadaval sem me ter inscrito (porque tinha estado na semana anterior em Londres a ver um jogo qualquer de futebol que não me lembro) dei com a porta do secretariado fechada. Parece que não fui o único, infelizmente. A minha participação no primeiro duatlo acabou por não existir.
Desta vez não podia vacilar. Acordei 3 horas antes do início da prova, saí de Leiria pouco mais de meia hora depois e cheguei a Santarém às 9h30 para pousar as minhas sapatilhas no parque de transição. Só que a partida era em Alpiarça, a poucos quilómetros da capital do Ribatejo. Às 9h45 lá saía eu em direcção a Alpiarça. No entanto, a ponte que liga os dois concelhos parece estar sempre longe, dou voltas pelo centro de Santarém e não encontro a estrada, e quando encontro, mais de 20 minutos depois, vejo que está fechada por causa... do triatlo.
Meia volta e o melhor é ir à volta, por um percurso com o dobro da distância, pela auto-estrada, ponte Salgueiro Maia, Almeirim e finalmente Alpiarça. Pelo meio mais enganos e chego à Barragem dos Patudos onde seria a natação 10h30 antes. Felizmente ainda esta tudo aberto, estaciono a bicicleta no parque juntamente com o meu amigo Jorge. Sem tempo para aquecer corro para a água e pronto, a prova estava prestes a iniciar-se. Desta vez nada me impediria de participar.
Com a pressa não pus a barra de medição da frequência cardíaca e ao tiro de partida não tenho tempo para ligar o relógio. Mas a prova começava e não podia esperar.
Senti algumas dificuldades no início. Muitos atletas por todos lados, uns a passar-me por cima, outros passo-lhes eu por cima, água muito turbulenta e dificuldades em acalmar. Durante os primeiros 300 metros foi assim. Não estava a conseguir usar a técnica convenientemente, só conseguia fazer a respiração a cada 2 braçadas e não a cada 3 e o stress que vinha de antes da prova não tinha parado. Só quando chego à primeira bóia, com menos atletas à minha volta e vendo que ainda existiam bastantes para trás é que comecei a melhorar. Alternava a respiração de 2 a 2 braçadas com 3 a 3, ia melhorando a técnica progressivamente e seguindo ao mesmo ritmo dos colegas do lado. Por fim, nos últimos 250 metros senti-me melhor, via a saída da água lá ao fundo e concentro-me finalmente nos meus movimentos. Vou conseguindo ultrapassar alguns nadadores (não muitos) e saio da água muito melhor do que entrei.
Quando chego ao parque de transição vejo muitas bicicletas ainda lá pousadas, o que me moraliza ainda mais. Geralmente a minha bicicleta estava ao lado de mais duas ou três apenas. Saio de bicicleta com força passando alguns atletas. Ao fundo vejo que se poderá formar um grupo e que se eu fizesse um forcing na primeira subida poderia chegar até lá.
A meio desse forcing sou ultrapassado por outro atleta e assusto-me guinando um pouco para o lado, junto à berma. Logo após a guinada ouço PUM! Lá se foi o pneu. Continuo a andar mas percebo que ainda faltam uns 18km e com a jante a bater no chão mais vale desistir.
Foi a minha primeira desistência numa prova desde um Grande Prémio de ciclismo júnior em Valadares (1999). Na natação, pode rasgar-se o fato, a touca ou os óculos que não é suficiente para desistir. No atletismo posso ficar sem sapatilhas que corro na mesma. No ciclismo, basta um furo que... lá se foi a prova.
Paciência.
Fiz 16 minutos na natação, ou seja, tirei cerca de 3 minutos ao meu melhor, e, tendo em conta que só nadei convenientemente nos últimos 250 metros, acho que ainda posso evoluir bastante neste segmento. Talvez descer para os 14 a curto prazo.
Agora resta continuar a treinar. 4 vezes por semana cada sector, esperando que este começo de época atribulado termine.

quinta-feira, 18 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

Triatlo do Ribatejo (expectativas)




No próximo domingo realiza-se o III Triatlo do Ribatejo, que será a minha primeira prova de Triatlo este ano, e a primeira competição desde Janeiro. Foram muitas horas na piscina (a grande maioria) e algumas a correr e a andar de bicicleta. Bater o meu recorde na distância sprint (1:21:33 em Coimbra 2009) será o mínimo dos mínimos. Mas quero mais, quero tirar vários minutos ao meu tempo na natação e ter uma prova de ciclismo e corrida ligeiramente melhor. 3 minutos abaixo de Coimbra será para mim uma prestação média e 5 minutos seria bom. Vamos então ver o que me espera.