quinta-feira, 10 de junho de 2010

XXVII Triatlo de Peniche





No último sábado fui à mais antiga prova de Triatlo do país, mas ainda com uma frescura assinalável.
Peniche é uma cidade muito interessante e única no nosso país. Em termos geográficos parece que quando os continentes se separaram a península de Peniche hesitou entre ficar em Portugal ou nos EUA. Optou pelos primeiros e deve-se ter arrependido. Quando era pequeno pensava que os penichenses eram inclusivamente pessoas frustradas, já que por pouco que não eram americanos.
Cheguei a Peniche ainda de manhã e pude comer um peixinho com a Leonor e começar a sentir o cheirinho a triatlo a circular nas ruas (bem melhor do que o cheiro a peixe, diga-se). Por volta das 14h estacionei tudo no parque de transição com muita calma e ainda tive tempo para ver as provas de aquatlo e de lazer.
Pelo meio ainda fui saudado por um triatleta de Almada que também costuma visitar o blogue (uma sensação estranha de fama) e passei algum tempo com os meus colegas do CFV (o Tiago Rola continua com azar nos problemas mecânicos, desta vez foi o desviador da frente que partiu) e com o Rui Pena e o Eurico Coelho da AASM.

Natação (750m)



Esta era a minha estreia em triatlos no mar mas quando olhei para o sítio onde íamos fazer a prova, percebi que de mar era só a água salgada, já que as ondas estavam todas em Supertubos. No entanto, a primeira boia parecia bastante longe e do pontão onde estava o público não se conseguia ver a totalidade do percurso o que dificultou a orientação.
Dentro de água percebi que existia uma certa corrente perpendicular ao troço até à primeira boia mas que estaria de frente no troço final, podendo complicar as coisas.
Soou a buzina de partida e a confusão habitual. Engulo mais uma vez pirolitos e desta vez de água salgada, o que me deixou com impressão na garganta até ao final do ciclismo. Pelo meio muita porrada mas consigo manter uma boa orientação até à primeira bóia. Muitos socos, patadas e cotoveladas pelo meio, mas nada fora do comum, todos eles resultavam do movimento de natação e não por capricho dos participantes.
O pior foi quando dobro a primeira boia. Primeiro, uma série de triatletas atiram-se por cima de mim para a agarrar enquanto eu vou a contorná-la a nado. Por fim, o meu colega de trás agarra-se à minha cintura com as duas mãos empurrando-me para o fundo. Estive quase a responder ao soco e ao pontapé, mas disse-lhe aquilo que uma pessoa geralmente diz a quem o tenta afogar, apesar de nem sequer o ver no meio da confusão. Um abraço (igual ao que me deu) para ele, desde já.
Da primeira para a segunda foi o meu melhor troço, um bocadinho menos confusão e corrente a favor. O pior foi o troço seguinte, que era contra a corrente e em que a confusão não desvanecia. Comecei aí a sentir que o tempo não seria grande coisa. Para finalizar a saída da água era por uma escada de pedra, mas desta vez nada de tonturas. Acabei por fazer 16:02, ou seja, mais 26 segundos que em Coimbra.
A corrente explica alguma coisa, mesmo os melhores demoraram mais cerca de 30 segundos que em coimbra, mas quando vi que o mar não era bravo pensei fazer bem melhor (nas séries na piscina fiz sempre 100m entre os 1:25 e os 1:30). Apesar disso, saí à frente de atletas que costumavam ganhar-me, o que não era mau de todo.

Ciclismo (21,7 km)



Ainda antes do ciclismo tenho que falar na transição. Desta vez estava cronometrada e eu fiz 1:36, o que será demasiado. Na próxima prova já terei sapatilhas de ciclismo com velcro a apertar e espero tirar pelo menos 30 segundos a este tempo. Não posso demorar tanto.
Quanto à prova de ciclismo, penso que foi a melhor de sempre. Pelo menos aquela em que eu me senti melhor e onde me diverti mais. Este ano senti que o meu ciclismo não estava grande coisa, até porque este muito mau tempo no Inverno, e que os progressos nas outras modalidades eram bem speriores aos registados em cima da bicicleta.
Talvez por não ter forçado na natação, estava com bastante energia e vendo um grupo formar-se mais à frente, puxei logo bastante à saída para colar no grupo onde estava, entre outros o Rui Pena, e duas triatletas femininas que pareciam estar em competição entre si. Encostei no grupo e a minha primeira reacção foi descansar, mas estava bastante atento ao que se passava.
Pouco depois, quando chegámos ao entroncamento junto ao mar senti a velocidade a reduzir e menos oportunidades para chegar ao grupo da frente. Fui para a frente do grupo e só parei de puxar quando encostei aos da frente, contando em momentos com ajuda de alguns colegas. Quando olhei para trás vi que o grupo tinha sido desmembrado, o que me deu ainda uma maior sensação de força.
Nas voltas seguintes a história foi mais ou menos parecida. Andei a saltar de grupo em grupo, encostando sempre aos da frente e deixando muitos para trás. No final acabamos por ser apenas 2, até que voltamos ao paralelo e levantei o pé para não me arriscar a uma queda (o percurso era algo sinuoso no regresso ao parque de transição). No final 41:15 (31,56 km/h de média) o que não é mau, tendo em conta que fui grande parte do tempo a puxar, estava algum vento e o percurso tinha muitos altos e baixos.

Corrida (4,8 km)
A última transição não me correu nada bem. Em primeiro lugar não consegui desapertar as sapatilhas em cima da bicicleta, depois tive de correr com elas até ao final do parque de transição e perdi demasiado tempo a desapertá-las e a trocar pelas de corrida. Foram 1:06, pelo que nas duas transições demorei 2:42, ou seja, muitíssimo tempo.
Talvez devido ao demasiado empenho na prova de ciclismo, na corrida acabei por sentir alguma fadiga muscular logo a seguir à transição. Nada de cãibras mas estava algo preso. Fui-me sentindo algo melhor, mas parecia que podia dar mais mas já não tinha força.
Esta corrida fez-se num percurso urbano, com algum sobe e desce mas com muito público que nos dava muita força. Tinha apontado para fazer 6 minutos por volta, mas vi logo que estava a fazer mais meio minuto de cada vez.
Quando cheguei ao fim, senti-me algo desapontado com a minha corrida, mas quando depois fui ver o tempo descobri que não tinha sido mau de todo (19:54, ou seja 4m09s por quilómetro).

Resultado Final
Não fiz melhor que em Coimbra em termos de tempo (1:19:55 contra 1:19:10) mas as condições eram muito diferentes. Quase todos os atletas demoraram mais e, tendo em conta que o número de participantes era o mesmo, o 151º lugar é muito melhor que o 174º de Coimbra. Não foi uma melhoria em termos de tempo, mas aproximei-me bastante do meio da tabela (à partida eram 280 triatletas), o que ainda é melhor já que nesta prova todos os atletas eram federados (e em Coimbra havia muita gente que não era federada).
Quanto ao mais antigo triatlo do país, só podia ser espectacular. Confesso que não gostei muito do percurso de natação, mas o ciclismo tinha uma paisagem fantástica e o atletismo era no centro histórico o que dava imenso prazer. O público, já habituado a estas provas, foi o melhor de todos.
Para terminar, o melhor do o fim-de-semana: visitei as Berlengas pela primeira vez e fiquei estarrecido com a beleza do local. Vale mesmo a pena visitar e aproveitar para nadar um pouco por entre os peixes.


3 comentários:

MPaiva disse...

Parabéns Miguel. Estás a evidenciar uma melhoria de forma a cada prova que passa!

abraço
MPaiva

Mark Velhote disse...

viva Miguel,

que grande prova a todos os níveis! Aquela parte da natação confesso que me assusta 1 pouco principalmente a parte da corrente! Lol

no ciclismo tiveste 1 média por km impecável e a corrida já mostra uma grande evolução.

Os meus Parabéns e 1 abraço

Anónimo disse...

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